É sugerido que sejam encaminhados para acompanhamento na atenção especializada, segundo o Manual de Atenção às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade no Âmbito da Atenção Primária à Saúde do Sistema de Saúde os usuários com:
- A)IMC ≥ 35 kg/m2 mesmo sem comorbidades.
Errada: IMC >= 35 kg/m2 sozinho nao e o criterio geral de encaminhamento para especialidade previsto no manual.
- B)IMC ≥ 30 kg/m2 sem comorbidades que não tiveram sucesso em dois anos de acompanhamento na Atenção Primária à Saúde (APS).
Errada: o manual nao usa esse corte de IMC com esse critério de 'dois anos na APS' para indicar encaminhamento.
- C)IMC ≥ 45 kg/m2 mesmo sem comorbidades.
Errada: IMC >= 45 kg/m2 e um ponto de corte mais alto do que o recomendado para esse encaminhamento.
- D)IMC ≥ 40 kg/m2 mesmo sem comorbidades.
Certa: o manual indica encaminhamento na presenca de IMC >= 40 kg/m2 mesmo sem comorbidades.
- E)IMC ≥ 35 kg/m2 com comorbidades descompensadas que não tiveram sucesso em dois anos de acompanhamento na Atenção Primária à Saúde (APS).
Errada: mistura comorbidades descompensadas e tempo de acompanhamento, mas o critério classico de encaminhamento nao e esse.
Gabarito: D
Essa questao cobra o criterio de encaminhamento da pessoa com sobrepeso/obesidade da Atencao Primaria para a atencao especializada, conforme o Manual de Atencao as Pessoas com Sobrepeso e Obesidade no Ambito da APS do SUS. A logica e simples: a APS acompanha a maioria dos casos, mas quando o risco aumenta, o cuidado precisa subir um degrau. Em termos praticos, o manual sugere encaminhar para a especialidade os usuarios com IMC maior ou igual a 40 kg/m2, mesmo sem comorbidades, porque esse grau de obesidade ja indica maior complexidade e risco clinico. Tambem entram aqueles com IMC maior ou igual a 35 kg/m2 quando ha comorbidades descompensadas ou maior gravidade, especialmente se nao houve resposta ao seguimento na APS. Por isso a alternativa D esta correta: IMC >= 40 kg/m2 mesmo sem comorbidades. Nesse ponto, a referencia deixa de ser apenas um acompanhamento rotineiro e passa a exigir avaliacao especializada, com possibilidade de manejo multidisciplinar e, em alguns casos, indicacao de cirurgia bariatrica conforme outros criterios clinicos. A pegadinha da banca costuma ser trocar o ponto de corte de 40 por 35, ou misturar a presenca de comorbidades com a necessidade de encaminhamento. Aqui, o que manda e o corte do IMC previsto no manual, sem depender de comorbidade.