Sobre os princípios da dieta enteral em pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise, marque a alternativa correta:
- A)A dieta enteral em pacientes renais crônicos deve priorizar a suplementação de fósforo, dada sua constante depleção nesses pacientes.
Errada, porque fósforo não deve ser suplementado de rotina em pacientes renais crônicos; muitas vezes, ele já está elevado e precisa de controle.
- B)O aporte calórico deve ser reduzido, independentemente do peso corporal do paciente, para evitar complicações metabólicas.
Errada, porque o aporte calórico não deve ser reduzido indiscriminadamente, já que isso pode levar a desnutrição e catabolismo.
- C)A suplementação de sódio deve ser elevada para compensar perdas durante a hemodiálise.
Errada, porque não se recomenda elevar sódio para compensar hemodiálise; o sódio costuma exigir controle, especialmente se houver edema ou hipertensão.
- D)A restrição de potássio deve ser considerada, especialmente em pacientes com níveis elevados de potássio sérico.
Certa, porque a restrição de potássio é uma medida importante na dieta enteral do paciente renal em hemodiálise, sobretudo quando há hipercalemia.
Gabarito: D
Na insuficiência renal crônica em hemodiálise, a dieta enteral precisa ser pensada para não piorar a sobrecarga metabólica e os distúrbios eletrolíticos. Em geral, você deve ficar atento a potássio, fósforo, sódio, volume de líquidos e adequação calórica e proteica, porque o rim já não consegue fazer bem esse ajuste fino. A hemodiálise ajuda, mas não zera o problema entre as sessões. Por isso, não faz sentido falar em suplementar fósforo ou sódio de rotina. Também não é regra reduzir calorias automaticamente: o aporte energético deve ser suficiente para evitar catabolismo, perda de massa magra e piora do estado nutricional. Em paciente renal, a nutrição não pode virar castigo alimentar. O ponto central da questão é o potássio. Se o paciente já apresenta hipercalemia, ou tem tendência a ela, a dieta enteral deve ter restrição de potássio e escolha cuidadosa da fórmula. Isso é clássico na dietoterapia renal e aparece com frequência em provas quando a banca quer testar se você confunde reposição com controle. Assim, a alternativa D está correta porque a restrição de potássio é uma medida importante na dieta enteral do paciente com insuficiência renal crônica em hemodiálise, especialmente quando há potássio sérico elevado. Esse cuidado ajuda a reduzir risco de arritmias e outras complicações graves.