Os medicamentos antirretrovirais utilizados por pacientes com HIV/AIDS podem afetar a absorção, o metabolismo, a distribuição e a excreção dos nutrientes. Além disso, efeitos colaterais dos medicamentos podem afetar o consumo alimentar. Outros efeitos colaterais, relacionados ao manejo nutricional, incluem as alterações metabólicas, que são:
- A)Obesidade periférica e hipertensão.
Errada, porque obesidade periférica e hipertensão não são o par clássico cobrado como alteração metabólica típica dos antirretrovirais nessa abordagem.
- B)Intolerância à glicose e cirrose.
Errada, porque intolerância à glicose pode ocorrer, mas cirrose não é a alteração metabólica característica esperada nessa questão.
- C)Dislipidemia e resistência à insulina.
Certa, porque dislipidemia e resistência à insulina são alterações metabólicas frequentemente associadas ao uso de antirretrovirais.
- D)Distrofia muscular e apneia do sono.
Errada, porque distrofia muscular e apneia do sono não representam o conjunto metabólico clássico relacionado ao manejo nutricional em HIV/AIDS.
- E)Retinopatia e pericardite.
Errada, porque retinopatia e pericardite são complicações de outros sistemas e não as alterações metabólicas cobradas aqui.
Gabarito: C
Em pacientes com HIV/AIDS em uso de antirretrovirais, o foco da dietoterapia vai além de "contar calorias": esses medicamentos podem mexer com o jeito que o corpo processa nutrientes e também com a forma como a pessoa se alimenta no dia a dia. Por isso, é comum aparecerem alterações metabólicas que pedem atenção nutricional, especialmente quando o tratamento é prolongado. Entre as alterações mais cobradas em prova estão a dislipidemia e a resistência à insulina. A dislipidemia é a alteração das gorduras no sangue, com aumento de triglicerídeos e/ou colesterol, e a resistência à insulina dificulta a ação da insulina, favorecendo hiperglicemia e maior risco cardiometabólico. Esse conjunto é clássico em pacientes sob alguns esquemas antirretrovirais. É justamente por isso que a letra C está correta: ela traz duas alterações metabólicas bem associadas ao uso de antirretrovirais e ao manejo nutricional desses pacientes. Na prática, isso exige acompanhamento de peso, perfil lipídico, glicemia e orientação alimentar individualizada, sem esquecer atividade física e adesão ao tratamento. A banca costuma misturar complicações metabólicas reais com doenças de outros sistemas para ver se você cai na conversa bonita do enunciado. Aqui, a chave é lembrar que o problema não é um quadro infeccioso ou neurológico, mas sim metabólico, ligado ao impacto dos medicamentos e ao risco cardiometabólico.