Um paciente é diagnosticado com hipercolesterolemia e busca orientações para reduzir os níveis de colesterol. Diante dessa situação, o nutricionista dever orientar, em relação aos lipídios, que o paciente
- A)priorize o consumo de ácidos graxos trans.
Errada, porque os ácidos graxos trans elevam o LDL e pioram o risco cardiovascular.
- B)aumente a ingestão de gorduras saturadas.
Errada, porque o aumento de gorduras saturadas tende a elevar o colesterol LDL.
- C)opte por fontes de ácidos graxos monoinsaturados.
Certa, porque as gorduras monoinsaturadas ajudam a melhorar o perfil lipídico quando substituem gorduras menos saudáveis.
- D)reduza o consumo de ácidos graxos poli-insaturados.
Errada, porque os ácidos graxos poli-insaturados em geral são benéficos ao perfil lipídico, e não devem ser reduzidos sem motivo.
Gabarito: C
Na hipercolesterolemia, a ideia central é simples: você quer escolher gorduras que ajudem o perfil lipídico, e não aquelas que pioram o LDL. Nem toda gordura age do mesmo jeito no organismo, então trocar a qualidade do lipídio faz diferença real na orientação nutricional. Em vez de pensar em "cortar tudo", o foco é substituir o que faz mal por opções melhores. Os ácidos graxos monoinsaturados, presentes em alimentos como azeite de oliva, abacate e algumas oleaginosas, tendem a melhorar o perfil de colesterol quando usados no lugar de gorduras saturadas e trans. Por isso, a orientação correta é optar por fontes de ácidos graxos monoinsaturados. Essa troca ajuda a reduzir o LDL e pode favorecer um melhor equilíbrio entre lipídios no sangue. Já as gorduras trans e saturadas são as vilãs clássicas dessa história: aumentam o LDL e pioram o risco cardiovascular. Então, quando a questão fala em reduzir colesterol, a banca quer que você associe imediatamente a escolha de gorduras mais saudáveis, e não o aumento das que elevam o colesterol. Em termos de diretriz, isso está alinhado com recomendações nutricionais amplamente aceitas em prevenção cardiovascular, que valorizam a substituição de gorduras saturadas e trans por mono e poli-insaturadas, especialmente as monoinsaturadas e ômega-3, conforme consensos de entidades como a Sociedade Brasileira de Cardiologia e diretrizes de alimentação saudável.