Em relação às recomendações nutricionais, é correto afirmar que
- A)a ingestão dietética recomendada (RDA) representa o nível mais alto de ingestão diária de nutrientes, que provavelmente não terá quaisquer efeitos maléficos à saúde na população em geral.
Errada: a RDA indica a ingestão recomendada para atender a quase todos os indivíduos saudáveis, enquanto o nível mais alto sem risco de efeito adverso é o UL.
- B)as necessidades diárias de muitos nutrientes são independentes do peso corporal, do sexo ou fase da vida, sendo diretamente relacionados à estatura do grupo populacional.
Errada: as necessidades nutricionais variam conforme sexo, idade, fase da vida e outros fatores, não sendo independentes dessas características.
- C)de acordo com a pirâmide alimentar brasileira (2013), no seu topo estão representados os alimentos que devem ser consumidos com moderação, pois além de calóricos, podem aumentar os riscos de várias enfermidades.
Certa: o topo da pirâmide alimentar brasileira de 2013 reúne alimentos de consumo moderado, geralmente mais calóricos e associados a maior risco de doenças quando excessivos.
- D)o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceram padrões internacionais de segurança alimentar, além de recomendações dietéticas e nutricionais.
Errada: Inmetro e OMS não estabeleceram, juntos, padrões internacionais de recomendações dietéticas e nutricionais; a afirmação mistura órgãos e atribuições diferentes.
- E)de acordo com a pirâmide alimentar brasileira (2013), na sua base estão representadas as fontes de proteínas, frutas e verduras, pois devem ser consumidas em maiores quantidades durante o dia.
Errada: na pirâmide alimentar, a base não é formada por proteínas, frutas e verduras; esses grupos não ocupam essa posição nessa organização.
Gabarito: C
Quando a questão fala em recomendações nutricionais, ela está misturando conceitos clássicos de referência: RDA, UL, necessidades médias e diretrizes alimentares. A RDA, por exemplo, não é o “teto” de segurança, e sim a ingestão diária recomendada para atender a quase toda a população saudável. Já o limite superior de ingestão tolerável é que aponta o maior nível diário sem risco conhecido de efeitos adversos para a maioria das pessoas. Em prova, essa troca costuma aparecer com cara de pegadinha bem educada. No caso da pirâmide alimentar brasileira, a lógica é simples: a base reúne os grupos que devem aparecer em maior quantidade ao longo do dia, enquanto o topo concentra alimentos que precisam de moderação. Isso porque, em geral, o topo traz itens mais calóricos, com maior teor de açúcar, gordura e/ou sódio, associados ao aumento do risco de doenças crônicas quando consumidos em excesso. Por isso, a alternativa C está correta: ela descreve exatamente o papel do topo da pirâmide alimentar brasileira de 2013, que sinaliza consumo moderado. A ideia não é proibir alimentos, mas orientar frequência e quantidade. Em nutrição, quase tudo é sobre dose - o problema costuma ser o exagero, não o alimento isolado. As demais alternativas erram conceitos básicos de recomendações e de organização da pirâmide. A banca gosta muito de inverter definição de RDA com UL e de trocar a base e o topo da pirâmide, então vale ficar com isso na ponta da língua.