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Nutrição · FGV · 2025

Questão comentada de Nutrição

As doenças renais agudas e crônicas são altamente prevalentes e representam causas importantes de morbimortalidade. Em relação à doença renal crônica (DRC), à luz da Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no paciente com doença renal, publicada em 2021, é correto afirmar que

Gabarito: B

Na doença renal crônica, a nutrição entra como uma peça central do tratamento, porque ela ajuda a atrasar a progressão da doença, controlar sintomas e reduzir complicações metabólicas. Aqui, a banca foi bem na linha das diretrizes: ela gosta de testar o que está liberado, o que está restrito e, principalmente, o que parece plausível mas está exagerado ou invertido. Em adultos com DRC, a estratégia clássica em fases mais avançadas, especialmente G4 e G5, é reduzir proteína com cuidado, sem fazer "fome terapêutica". A BRASPEN 2021 admite dieta muito hipoproteica, em torno de 0,3 a 0,4 g/kg/dia, desde que suplementada com cetoanálogos ou aminoácidos essenciais, justamente para ajudar a diminuir a carga nitrogenada e a proteinúria, com potencial de retardar a progressão da doença em pacientes selecionados. Por isso o gabarito é a letra B. O raciocínio é: menos proteína, mas com suporte adequado, para não jogar o paciente no buraco da desnutrição. Em nutrição renal, o truque nunca é cortar por cortar; é ajustar com precisão de relojoeiro, porque excesso e falta cobram a conta. As demais alternativas misturam números errados e condutas trocadas. A dieta renal não pede energia de 10 a 15 kcal/kg/dia, não se orienta aumentar fósforo na hiperfosfatemia, e nem faz sentido restringir proteína em adolescentes independentemente do estágio da DRC. No pós-transplante, também há aumento de necessidade proteica, mas não nessa faixa absurda proposta pela letra E.

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