A insulina é um hormônio anabólico que desempenha papel crucial no metabolismo dos carboidratos. A deficiência ou a produção insuficiente desse hormônio é a causa de uma doença crônica das mais prevalentes da atualidade: o Diabetes, doença que, quando não controlada, repercute muito negativamente na qualidade de vida e até mesmo no prognóstico de maior longevidade. Para o adequado uso da glicose celular, é imprescindível a harmonia na relação da insulina com a absorção de carboidratos pelas células. Assinale a opção que apresenta a melhor descrição dessa ação.
- A)A insulina é produzida pelo pâncreas e facilita a absorção de carboidratos pelas células musculares e adiposas, ajudando a reduzir os níveis de glicose no sangue.
Correta, pois a insulina é produzida pelo pâncreas e promove a captação de glicose por músculos e tecido adiposo, reduzindo a glicemia.
- B)A insulina é responsável por aumentar os níveis de glicose no sangue, liberando carboidratos armazenados no fígado, quando necessário.
Errada, porque a insulina não aumenta a glicose sanguínea; ela faz o oposto, diminuindo-a.
- C)A insulina impede a absorção de glicose pelas células, favorecendo o armazenamento de carboidratos como gordura corporal.
Errada, pois a insulina não impede a entrada de glicose nas células, mas estimula essa entrada.
- D)A insulina é produzida pelas células musculares e hepáticas e facilita a quebra de carboidratos em monossacarídeos para gerar energia.
Errada, porque a insulina não é produzida por células musculares e hepáticas, e sim pelo pâncreas.
- E)A insulina tem relação com a absorção de carboidratos, mas não tem relação com a regulação de lipídios no corpo.
Errada, já que a insulina também tem relação com o metabolismo de lipídios, inclusive favorecendo armazenamento de gordura.
Gabarito: A
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, mais especificamente pelas células beta das ilhotas de Langerhans. Sua principal função, no metabolismo dos carboidratos, é facilitar a entrada da glicose nas células, principalmente musculares e adiposas, reduzindo a glicemia. Pense nela como a “chave” que ajuda a glicose a sair do sangue e entrar onde vai ser usada ou armazenada. Quando a insulina está em ação, a célula passa a captar mais glicose e também a armazená-la na forma de glicogênio, sobretudo no fígado e nos músculos. Além disso, ela favorece o armazenamento de energia e inibe processos de quebra de reservas, o que combina com seu papel anabólico. Em resumo: insulina ajuda a colocar energia para dentro da célula, não a jogar glicose para fora da corrente sanguínea. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve de forma adequada a produção pancreática da insulina e sua ação na captação de carboidratos pelas células musculares e adiposas, com consequente queda da glicose no sangue. Já as demais alternativas invertem a fisiologia ou atribuem à insulina funções que não são dela. Esse raciocínio é clássico em fisiologia e dietoterapia: sem insulina suficiente ou sem resposta adequada a ela, a glicose fica circulando no sangue, como se a porta da célula estivesse fechada. Aí entra o diabetes mellitus, que exige controle alimentar, medicamentoso e acompanhamento contínuo.