A hipertensão arterial ou pressão alta (HAS) é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, com grande impacto nas taxas de morbidade e mortalidade. Ela está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e insuficiência cardíaca, além de ser um fator importante para a ocorrência de mortes prematuras. De acordo com os dados mais recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde do Brasil, em 2021, por exemplo, a hipertensão arterial foi responsável por cerca de 40 mil mortes no Brasil. O padrão alimentar rico em frutas e verduras, com menor consumo de alimentos ultraprocessados, está relacionado à redução da pressão arterial. Diante do exposto, assinale a opção que indica a dietoterapia mais recomendada para o tratamento da HAS.
- A)Dieta DASH.
A dieta DASH é muito indicada na hipertensão, mas a forma mais recomendada na prática inclui também a redução de sódio.
- B)Dieta DASH, associada à redução de sódio.
Correta, porque a dieta DASH associada à redução de sódio é a estratégia dietoterápica mais indicada para controle da pressão arterial.
- C)Dieta Mediterrânea.
A dieta Mediterrânea é saudável e pode ajudar no risco cardiovascular, mas não é a resposta mais específica para o tratamento dietético da HAS nesta questão.
- D)Dieta Mediterrânea, associada ao aumento de potássio.
A dieta Mediterrânea pode ser benéfica, mas associá-la ao aumento de potássio não é a formulação clássica cobrada como tratamento de hipertensão.
- E)Dieta Planted Based, associada à menor ingestão de cálcio.
Errada, porque uma dieta plant-based tende a ser favorável na hipertensão, e a redução de cálcio não faz sentido como orientação dietoterápica.
Gabarito: B
A hipertensão arterial é uma das condições em que a alimentação faz diferença de verdade, e não é pouca. Quando falamos em dieta para reduzir a pressão, a referência clássica é a dieta DASH, que prioriza frutas, verduras, legumes, laticínios com menor teor de gordura, grãos integrais e redução de gorduras saturadas. Ela nasceu justamente com foco em ajudar no controle da pressão arterial. Mas tem um detalhe importante: a dieta, sozinha, costuma render menos do que a dieta com ajuste de sódio. Em hipertensão, reduzir o sal e os alimentos ultraprocessados é uma medida central, porque o excesso de sódio favorece retenção de líquido e elevação da pressão. Por isso, na prática e em provas, a combinação de DASH com redução de sódio aparece como a conduta dietoterápica mais recomendada. A lógica é simples: comida de verdade ajuda, mas cortar o excesso de sódio turbina o resultado. É por isso que a alternativa B está correta. Já outras dietas podem até ser saudáveis em outros contextos, mas não são a resposta mais clássica e específica para HAS quando a banca pede a recomendação dietoterápica mais indicada. Em resumo: para hipertensão, pense em padrão alimentar saudável, com foco em frutas e verduras, e principalmente menos sódio. Essa é a dupla que a FGV gosta de cobrar porque junta a dieta-base com a intervenção que mais conversa com o mecanismo da doença.