Na maioria das vezes, o câncer pode ser evitado. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer/ Instituto Americano para Pesquisa do Câncer (WCRF/AICR) juntaram forças para criar o documento: Políticas e ações de prevenção do câncer no Brasil. Assim, uma recomendação geral do Relatório sobre Alimentação e Câncer do WCRF/AICR publicado em 2007 é:
- A)Consuma principalmente alimentos de origem animal.
Errada, porque o WCRF/AICR recomenda uma alimentação predominantemente vegetal, com menor consumo de alimentos de origem animal.
- B)Seja o mais magro quanto possível dentro dos limites normais de peso corporal, sendo o depósito de gordura corporal não determinante para a manutenção da saúde integral.
Errada, porque o relatório orienta manter-se o mais magro possível dentro da faixa saudável e controlar o excesso de gordura corporal, que é fator de risco.
- C)Quanto à preservação, processamento e preparo, limite o consumo de sal e evite cereais e grãos mofados.
Certa, porque o documento recomenda limitar o sal e evitar alimentos mofados ou mal conservados, especialmente grãos e cereais com fungos.
- D)Mantenha-se fisicamente inativo como parte da rotina diária.
Errada, porque a atividade física regular é parte central da prevenção do câncer, e não a inatividade.
- E)Aumente o consumo de alimentos com alta densidade energética, pois podem promover o ganho de peso.
Errada, porque alimentos de alta densidade energética favorecem ganho de peso, e o relatório orienta justamente evitar isso.
Gabarito: C
O Relatório WCRF/AICR sobre Alimentação e Câncer, de 2007, trouxe recomendações práticas para reduzir o risco de câncer por meio do estilo de vida. A lógica é simples: menos excesso de peso, mais movimento, alimentação equilibrada e cuidado com o preparo e conservação dos alimentos. Não tem segredo de mágica, mas tem disciplina de rotina. Uma das orientações clássicas é limitar o consumo de sal e evitar alimentos muito salgadas, mofados ou mal conservados, porque isso se relaciona com maior risco de lesões gástricas e outros danos ao organismo. Por isso, a alternativa correta fala em preservar, processar e preparar os alimentos com cuidado, reduzindo o sal e fugindo de cereais e grãos mofados. As demais opções trocam prevenção por risco: dieta baseada em produtos de origem animal, sedentarismo e aumento de alimentos com alta densidade energética vão na direção oposta do que recomenda o WCRF/AICR. Também é importante lembrar que, no documento, a meta é manter o peso saudável e a gordura corporal sob controle, e não incentivar ganho de peso ou inatividade. Em resumo: o relatório não quer que você coma pior, mexa-se menos e viva de alimentos calóricos. Ele aponta exatamente o contrário, e a letra C traduz uma recomendação fiel do texto de 2007.