Segundo a primeira Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, a combinação de três fatores resulta no diagnóstico de síndrome metabólica em mulheres. Assinale a opção que apresenta a combinação correta.
- A)Triglicerídeos ≥ 150 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e pressão arterial sistólica ≥ 130 mmHg.
Correta: em mulheres, TG ≥ 150 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e PA sistólica ≥ 130 mmHg atendem ao critério da diretriz.
- B)Triglicerídeos ≥ 150 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e pressão arterial diastólica ≥ 80 mmHg.
Errada: a pressão arterial também pode ser considerada pelo valor diastólico, mas aqui o enunciado exige o conjunto clássico da diretriz e a formulação está incompleta para o padrão cobrado.
- C)Triglicerídeos ≥ 150 mg/dL, HDL < 40 mg/dL e pressão arterial diastólica ≥ 80 mmHg.
Errada: HDL < 40 mg/dL é ponto de corte masculino, não feminino.
- D)Triglicerídeos ≥ 120 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e pressão arterial sistólica ≥ 130 mmHg.
Errada: triglicerídeos ≥ 120 mg/dL está abaixo do valor exigido, que é ≥ 150 mg/dL.
- E)Triglicerídeos ≥ 120 mg/dL, HDL < 40 mg/dL e pressão arterial diastólica ≥ 80 mmHg.
Errada: além do TG estar baixo demais, o HDL < 40 mg/dL não é o corte usado para mulheres.
Gabarito: A
A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco que costuma andar em bando: alteração de triglicerídeos, HDL baixo, pressão alta, glicemia elevada e obesidade central. Na primeira Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, o diagnóstico é feito quando a pessoa apresenta pelo menos 3 desses critérios. No caso das mulheres, um dos pontos é HDL menor que 50 mg/dL. Outro é triglicerídeos maior ou igual a 150 mg/dL. E o critério pressórico é pressão arterial igual ou maior que 130/85 mmHg, ou seja, basta a sistólica ser 130 ou mais, ou a diastólica ser 85 ou mais. Por isso, a alternativa A está correta: traz triglicerídeos ≥ 150 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e pressão arterial sistólica ≥ 130 mmHg. Esses três achados já fecham o diagnóstico pelos critérios da diretriz. As demais opções derrapam em dois lugares clássicos: usam ponto de corte errado para HDL, triglicerídeos ou pressão arterial. Em prova, a banca gosta de misturar números parecidos para testar se voce sabe os limites exatos, aquele detalhe que separa o acerto do tropeço.