Assinale a opção que indica corretamente uma conduta nutricional a ser adotada em indivíduos com doença do refluxo gastroesofágico.
- A)Reduzir o fracionamento das refeições.
Errada, porque reduzir o fracionamento tende a piorar o refluxo ao aumentar o volume por refeição e a pressão gástrica.
- B)Ingerir alimentos que estimulem a secreção gástrica.
Errada, pois alimentos que estimulam a secreção gástrica podem aumentar a acidez e piorar os sintomas.
- C)Excluir alimentos que estimulem a liberação de gastrina.
Errada, porque a lógica principal não é excluir apenas os que liberam gastrina, e sim os que favorecem refluxo por outros mecanismos também.
- D)Ingerir alimentos hipercalóricos, que promovem ganho de peso.
Errada, já que alimentos hipercalóricos e, em geral, mais gordurosos podem retardar o esvaziamento gástrico e piorar o refluxo, além de favorecer ganho de peso.
- E)Excluir alimentos que diminuem a pressão no esfíncter esofágico inferior.
Certa, porque na DRGE deve-se evitar alimentos e fatores que diminuem a pressão do esfíncter esofágico inferior, facilitando o refluxo.
Gabarito: E
Na doença do refluxo gastroesofágico, a ideia central da dieta é simples: reduzir o que facilita a volta do conteúdo do estômago para o esôfago. Em geral, orienta-se fracionar melhor as refeições, evitar grandes volumes e identificar alimentos que pioram os sintomas em cada pessoa. Aqui, a banca cobrou um conceito clássico: alguns alimentos diminuem a pressão do esfíncter esofágico inferior, o que favorece o refluxo. Quando essa “barreira” fica mais relaxada, o ácido sobe com mais facilidade, e o paciente sente azia, regurgitação e desconforto. Por isso, faz sentido excluir alimentos e hábitos que reduzem essa pressão, como refeições muito gordurosas, chocolate, café, álcool e hortelã, além de evitar deitar logo após comer. O gabarito é a alternativa E porque ela traduz exatamente a conduta nutricional adequada: afastar fatores que diminuem a pressão do esfíncter esofágico inferior. Em dietoterapia, o foco não é “comer mais” ou “estimular o estômago”, e sim diminuir gatilhos do refluxo e melhorar o controle dos sintomas. Como regra prática de prova, pense assim: em refluxo, você não quer abrir a porteira do esôfago para o ácido. Se o alimento ou hábito relaxa o esfíncter, ele tende a piorar o quadro. Esse é o raciocínio clássico cobrado em Nutrição e Dietoterapia.