Assinale a alternativa correta sobre a biodisponibilidade de minerais.
- A)A biodisponibilidade do zinco é afetada pelo estado nutricional relativo ao mineral, a presença de inibidores e promotores de absorção e a forma química disponível presente nos alimentos.
Correta: a biodisponibilidade do zinco depende do estado nutricional, de inibidores e promotores da absorção e da forma química presente nos alimentos.
- B)A biodisponibilidade do cálcio não difere entre os alimentos de origem animal (leite e derivados) e os de origem vegetal (espinafre, batata doce, etc.), pois ambos contêm ácido oxálico, inibidor mais potente da absorção do mineral.
Errada: a biodisponibilidade do cálcio varia entre alimentos e o ácido oxálico reduz sua absorção, especialmente em vegetais como espinafre.
- C)Os componentes da dieta que influenciam a biosdiponibilidade do ferro tipo heme e não heme incluem o cálcio e a fibra alimentar, os quais formam complexos insolúveis, impedindo a absorção do mineral.
Errada: ferro heme e não heme têm comportamento distinto, e a afirmação generaliza de forma incorreta o efeito de cálcio e fibra.
- D)A castanha-do-brasil e os produtos lácteos apresentam alta concentração de selênio; no entanto, a biodisponibilidade é baixa, o que compromete a absorção do mineral.
Errada: a castanha-do-brasil é fonte importante de selênio, e a ideia de baixa biodisponibilidade como regra não se sustenta dessa forma.
- E)A utilização do iodo é dependente do estado nutricional do indivíduo em relação ao zinco (Zn) e cálcio (Ca), ou seja, em caso de deficiência desses minerais, há um baixo aproveitamento do iodo.
Errada: o aproveitamento do iodo não depende do estado nutricional em relação ao zinco e ao cálcio como descrito.
Gabarito: A
Biodisponibilidade mineral é, em resumo, quanto do mineral realmente consegue ser absorvido e utilizado pelo organismo. E aqui mora a pegadinha clássica das provas: não basta o alimento ter o mineral, importa também a forma química do nutriente, o estado nutricional da pessoa e o que mais veio junto no prato. Existem substâncias que atrapalham a absorção, como fitatos e oxalatos, e outras que ajudam, como certos ácidos orgânicos e a vitamina C no caso do ferro. No caso do zinco, a absorção pode variar bastante conforme o estado nutricional do indivíduo, a presença de inibidores e promotores e a forma química presente nos alimentos. Isso é exatamente o que a alternativa A descreve. Se o organismo está com deficiência ou necessidades aumentadas, o aproveitamento pode mudar; além disso, componentes da dieta podem facilitar ou dificultar a passagem do mineral pelo intestino. As demais alternativas misturam conceitos verdadeiros com afirmações erradas. O cálcio, por exemplo, não tem a mesma biodisponibilidade em todos os alimentos, e vegetais ricos em oxalato costumam reduzir bastante sua absorção. Já o ferro heme e o não heme não sofrem a mesma influência dos mesmos fatores da mesma forma, e fibra e cálcio não são apresentados corretamente ali como regra geral de formação de complexos insolúveis para ambos. Em prova, pense assim: mineral não é só presença no alimento, é absorção real. A banca gosta de trocar um detalhe por outro, e quando fala de biodisponibilidade ela costuma cobrar justamente esses moduladores da absorção, especialmente no zinco, ferro, cálcio e iodo.