Antônio, 56 anos, fumante há 30 anos, foi diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma das maiores causas de morbimortalidade em todo o mundo. Ele tem apresentado os seguintes sintomas: anorexia, saciedade precoce, dispneia e fadiga. Sendo assim, o nutricionista apresentou a conduta nutricional para aumentar o aporte calórico. Diante do exposto, assinale a estratégia nutricional INCORRETA para o caso hipotético apresentado.
- A)Descansar antes das refeições e comer devagar.
Certa, porque descansar antes das refeições e comer devagar ajuda a reduzir a dispneia e melhora a tolerância alimentar na DPOC.
- B)Ingerir, primeiramente, os alimentos menos calóricos.
Errada, porque o paciente deve priorizar alimentos mais calóricos e densos no início da refeição, e não os menos calóricos.
- C)Fazer refeições pequenas e fracionadas ao longo do dia.
Certa, pois refeições pequenas e fracionadas diminuem o desconforto respiratório e facilitam alcançar a meta energética.
- D)Ter alimentos preparados para os períodos de aumento da dispneia e fadiga.
Certa, já que ter alimentos prontos para fases de maior dispneia e fadiga evita que o paciente deixe de se alimentar nesses momentos.
- E)Adicionar manteiga, margarina, maionese e creme de leite em algumas preparações.
Certa, porque enriquecer preparações com fontes de gordura aumenta o valor calórico sem aumentar muito o volume da dieta.
Gabarito: B
Na DPOC, o paciente costuma gastar mais energia para respirar e ainda pode comer menos por causa da dispneia, da fadiga, da anorexia e da saciedade precoce. Por isso, a conduta nutricional costuma focar em aumentar a densidade calórica da dieta, sem exigir grandes volumes de comida. Em outras palavras: pouca quantidade, mas com mais energia e praticidade. Uma estratégia muito usada é fazer refeições pequenas e fracionadas ao longo do dia, para não sobrecarregar o paciente nem piorar a falta de ar. Também ajuda descansar antes das refeições, comer devagar e deixar preparações prontas para os momentos em que a dispneia estiver mais intensa. Tudo isso reduz o esforço para se alimentar e melhora a aceitação da dieta. Além disso, vale enriquecer preparações com ingredientes mais calóricos, como manteiga, margarina, maionese e creme de leite, quando apropriado. Isso aumenta o aporte energético sem aumentar tanto o volume. Em dietoterapia, o truque é fazer a comida trabalhar a favor do paciente, e não contra a capacidade dele de comer. A alternativa B está errada porque, nesse contexto, o ideal é priorizar primeiro os alimentos mais nutritivos e mais calóricos, já que a saciedade vem rápido e o paciente pode não conseguir terminar a refeição. Se ele comer primeiro os itens menos calóricos, corre o risco de se encher antes de atingir a meta energética.