A última publicação do guia alimentar para população brasileira, em 2014, orienta sobre o consumo de alimentos saudáveis. A alimentação deve ser pautada em alimentos in natura ou minimamente processados, sendo evitados os alimentos ultraprocessados. Tal recomendação é baseada na composição desses alimentos, que, geralmente, possuem quantidades excessivas de certos nutrientes. São considerados nutrientes não benéficos que, habitualmente, estão presentes em alimentos ultraprocessados:
- A)Sódio; açúcar; e, gorduras.
Correta, porque sódio, açúcar e gorduras são os nutrientes que mais costumam aparecer em excesso nos alimentos ultraprocessados.
- B)Vitaminas; açúcar; e, sódio.
Errada, porque vitaminas não são o problema central dos ultraprocessados e, em geral, eles não se destacam por excesso de vitaminas.
- C)Proteínas; açúcar; e, gorduras.
Errada, porque proteínas não são o padrão de excesso mais característico dos ultraprocessados nessa classificação.
- D)Carboidratos; proteínas; e, gorduras.
Errada, porque carboidratos e proteínas não são apontados como os nutrientes não benéficos típicos dos ultraprocessados, ao contrário de sódio, açúcares e gorduras.
Gabarito: A
A classificação do Guia Alimentar para a População Brasileira, de 2014, é uma das bases mais cobradas em concursos. Ele orienta priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e limitar os ultraprocessados, porque estes costumam concentrar nutrientes que fazem mal quando consumidos em excesso. Entre os principais vilões estão sódio, açúcares e gorduras, que aparecem em grande quantidade para aumentar sabor, conservação e palatabilidade. Na prática, o ultraprocessado costuma ser aquele produto pronto, muito industrializado, com lista grande de ingredientes e aditivos. Pense em refrigerantes, salgadinhos, macarrão instantâneo, biscoitos recheados e embutidos. Eles tendem a ter mais sal, açúcar e gorduras do que você gostaria de ver numa alimentação equilibrada. O problema não é um nutriente isolado, mas o conjunto e a frequência de consumo. Por isso, o gabarito é a letra A: sódio, açúcar e gorduras são exatamente os nutrientes que aparecem com frequência em excesso nesses alimentos. Já vitaminas, proteínas e carboidratos não entram como resposta, porque não são considerados, nessa lógica da questão, os nutrientes não benéficos que caracterizam o padrão dos ultraprocessados. Vale lembrar o fundamento doutrinário mais cobrado: o Guia Alimentar do Ministério da Saúde, alinhado ao conceito de processamento de alimentos, reforça que a dieta deve se basear em comida de verdade. Em prova, sempre desconfie quando a banca mistura nutrientes essenciais com os que costumam vir excessivos em produtos ultraprocessados.