Sabe-se que o glúten é uma mistura complexa de proteínas distintas e relacionadas entre si, classificadas de acordo com sua solubilidade em álcoois aquosos. Nos últimos anos, vem crescendo o número de indivíduos celíacos ou com alergia ao glúten, sendo necessário maior atenção no momento da escolha e compra de alimentos. Neste caso, é importante que tais indivíduos evitem o consumo de alimentos que possuem glúten em sua composição. São considerados alimentos que devem ser evitados por indivíduos celíacos:
- A)Frutas.
Errada, porque frutas in natura não contêm glúten e são permitidas na dieta do celíaco.
- B)Carnes.
Errada, porque carnes in natura não possuem glúten; o problema aparece apenas se houver empanamento, molhos ou aditivos com glúten.
- C)Legumes e verduras.
Errada, porque legumes e verduras frescos não contêm glúten e fazem parte da alimentação habitual do celíaco.
- D)Centeio e seus derivados.
Certa, porque o centeio e seus derivados contêm glúten e devem ser evitados por indivíduos celíacos.
Gabarito: D
O glúten é uma proteína presente em alguns cereais e, para quem tem doença celíaca, ele não é só um detalhe do cardápio: vira um verdadeiro problema de saúde. Nessas pessoas, a ingestão de glúten desencadeia reação imunológica que lesa a mucosa do intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes. Por isso, a orientação é evitar alimentos feitos com cereais que contenham glúten, além de seus derivados e produtos industrializados que possam tê-lo na composição. Na prática, isso significa ficar atento especialmente a trigo, cevada e centeio. Esses grãos são os vilões clássicos da dieta sem glúten, e o centeio aparece com frequência em questões porque muita gente lembra do trigo, mas esquece dos outros cereais proibidos. Se o alimento é derivado desses grãos, ele também deve ser evitado pelo celíaco. Por isso, o gabarito é a alternativa D. O centeio e seus derivados contêm glúten e, portanto, devem ser retirados da alimentação de indivíduos celíacos. Já frutas, carnes, legumes e verduras, em seu estado natural, não contêm glúten e são liberados, salvo contaminação cruzada ou preparo com ingredientes proibidos. Como referência normativa no Brasil, a rotulagem de alimentos com ou sem glúten é disciplinada por leis e normas específicas de informação ao consumidor, justamente para proteger pessoas com doença celíaca e facilitar a escolha segura dos alimentos. Ou seja: o rótulo aqui é um aliado, não um enfeite.