O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) trata-se de uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, que se inicia durante a gestação atual, sem ter previamente preenchido os critérios diagnósticos de Diabetes Mellitus (DM). Sugere-se que seja feita dosagem de glicemia de jejum em todas as mulheres na primeira consulta de pré-natal. Segundo as recomendações da International Association of the Diabetes and Pregnancy Study Groups (IADPSG) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), também adotadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes (2019-2020), mulheres sem diagnóstico de DM devem receber diagnóstico de DMG se apresentarem glicemia de jejum:
- A)≥ 92 mg/dL.
Correta: na gestante sem DM prévio, glicemia de jejum igual ou maior que 92 mg/dL já permite diagnosticar DMG segundo IADPSG, OMS e SBD.
- B)≥ 100 mg/dL.
Incorreta: 100 mg/dL não é o ponto de corte adotado para DMG nas diretrizes citadas.
- C)≥ 110 mg/dL.
Incorreta: 110 mg/dL está acima do valor usado para diagnóstico de DMG e pode induzir a um atraso no diagnóstico.
- D)≥ 126 mg/dL.
Incorreta: 126 mg/dL é um valor compatível com critérios diagnósticos de diabetes fora da gestação, não com DMG.
Gabarito: A
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é aquela alteração da glicose que aparece pela primeira vez na gestação, mesmo sem a mulher já ter critérios prévios de diabetes fora da gravidez. Na prática, a triagem começa cedo, com glicemia de jejum na primeira consulta de pré-natal, porque descobrir cedo ajuda a reduzir riscos para mãe e bebê. Pelas recomendações da IADPSG e da OMS, adotadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes, a gestante sem diagnóstico prévio de DM é diagnosticada com DMG se a glicemia de jejum for igual ou maior que 92 mg/dL. Esse ponto é clássico em prova e costuma ser cobrado de forma direta, sem muita cerimônia. A lógica é simples: na gestação, mesmo uma elevação discreta da glicose já pode ter impacto clínico relevante. Por isso, o ponto de corte é mais baixo do que o usado para diabetes fora da gestação. Não é para esperar valores muito altos para chamar atenção do exame. Assim, o gabarito está na alternativa A. As demais opções trazem valores que podem até lembrar critérios de diabetes em outros contextos, mas não correspondem ao diagnóstico de DMG segundo as diretrizes citadas no enunciado.