Durante a gravidez, o estado nutricional tem um impacto no bem-estar da mulher, assim como no crescimento e desenvolvimento do feto, tendo o ambiente intrauterino um papel importante na formação e no desenvolvimento do bebê. As necessidades nutricionais da grávida aumentam de forma a apoiar o desenvolvimento do bebê, sendo essencial que a mulher gestante tenha um aporte nutricional adequado à fase em que se encontra. “Há um micronutriente em que sua necessidade no período gestacional passa a ser de 85 mg/dia. Em função dos ajustes fisiológicos da gestação, com aumento do volume sanguíneo, normalmente há redução (10 a 15%) dos níveis desta vitamina, mas sem associação com efeitos deletérios. Nível abaixo do desejado relaciona-se com a possibilidade de parto prematuro.” Tal informação trata-se de:
- A)Zinco.
Incorreta, porque o zinco não é o micronutriente cuja recomendação gestacional é de 85 mg/dia.
- B)Magnésio.
Incorreta, porque o magnésio não corresponde ao valor citado nem ao perfil descrito no enunciado.
- C)Vitamina C.
Correta, pois a vitamina C na gestação tem recomendação de 85 mg/dia e sua redução pode se associar a parto prematuro.
- D)Vitamina E.
Incorreta, porque a vitamina E não tem essa recomendação diária nem essa associação clássica descrita na questão.
Gabarito: C
Na gestação, várias necessidades nutricionais sobem para sustentar o crescimento do bebê e as mudanças do corpo da mulher. Entre os micronutrientes, a vitamina C ganha destaque porque participa da formação de colágeno, da resposta antioxidante e da absorção de ferro, que também é importante nessa fase. Para gestantes, a recomendação costuma ficar em torno de 85 mg/dia. O enunciado descreve exatamente a vitamina C: além da dose de 85 mg/dia, ele menciona que, por causa dos ajustes fisiológicos da gravidez, pode haver uma redução de 10 a 15% nos níveis séricos sem que isso, isoladamente, signifique efeito deletério importante. Isso é bem compatível com a adaptação normal do organismo durante a gestação. O ponto-chave da questão é o risco de nível abaixo do desejado estar associado a parto prematuro. Esse achado aparece em discussões sobre vitamina C na gestação, porque sua deficiência pode prejudicar processos de manutenção tecidual e defesa antioxidante, o que pode repercutir no desfecho gestacional. Então, a resposta correta é a vitamina C. Em prova, sempre desconfie quando a banca mistura valor numérico da recomendação, adaptação fisiológica da gravidez e um desfecho obstétrico típico: costuma ser a pista mais limpa para identificar o micronutriente.