Existem poucas situações em que o aleitamento materno é contraindicado, pois há possibilidade real de transmissão de vírus ou doenças para o bebê, colocando em risco sua saúde. Trata-se de condição em que o aleitamento materno NÃO deve ser contraindicado:
- A)Mães infectadas pelo HIV.
Errada, porque a infecção materna pelo HIV é uma contraindicação clássica ao aleitamento materno, devido ao risco de transmissão ao bebê.
- B)Mães que contraem dengue.
Certa, porque a dengue, isoladamente, não contraindica o aleitamento materno, que deve ser mantido na maioria dos casos.
- C)Mães com doença de Chagas na fase aguda da patologia.
Errada, porque a doença de Chagas na fase aguda é uma situação em que o aleitamento pode ser contraindicado pelo risco de transmissão.
- D)Mães infectadas pelo vírus linfotrófico humano de células T.
Errada, porque a infecção pelo HTLV I/II é considerada contraindicação ao aleitamento materno pelo risco de transmissão vertical.
Gabarito: B
O aleitamento materno, em regra, é sempre estimulado porque traz proteção imunológica, melhora o vínculo mãe-bebê e reduz riscos de várias doenças. Por isso, a contraindicação é a exceção, não a regra: só aparece quando há risco real de transmissão de agentes infecciosos pelo leite ou quando a condição materna coloca o lactente em perigo importante. No Brasil, as situações clássicas em que o aleitamento pode ser contraindicado incluem infecção materna pelo HIV, infecção pelo HTLV I/II e doença de Chagas na fase aguda, além de algumas situações específicas com uso de certos medicamentos ou radioisótopos. Nesses casos, a lógica é simples: se existe chance concreta de passar o agente para o bebê, o cuidado precisa ser interrompido ou adaptado. Já a dengue não entra nessa lista. A mãe com dengue pode, em geral, manter a amamentação, porque não há recomendação de contraindicar o aleitamento apenas por essa infecção viral. O bebê continua se beneficiando do leite materno, e a doença da mãe é manejada com suporte clínico, hidratação e acompanhamento, sem suspender o peito por esse motivo. Então, a alternativa correta é a letra B. A banca gosta muito de cobrar exatamente essa diferença entre infecções que realmente impedem a amamentação e aquelas que assustam no nome, mas não exigem suspensão do aleitamento.