Os itens em estoque, através da Curva ABC, devem ser classificados em ordem decrescente de importância, devendo refletir a dificuldade de controle de cada um e o impacto deste item sobre os custos e a rentabilidade. Os produtos considerados como classe A merecem um tratamento administrativo preferencial no que diz respeito à aplicação de políticas de controle de estoques e de compras. Em contrapartida, os itens tidos como classe C podem receber tratamento administrativo mais simples. Os itens classificados como classe B poderão ser submetidos a um sistema de controle administrativo intermediário, entre o A e o C. Assinale a alternativa que apresenta um item da classe C.
- A)Sal.
Correta, porque o sal costuma ter baixo valor de estoque e pequeno impacto no custo total, sendo típico item da classe C.
- B)Arroz.
Errada, porque o arroz geralmente tem maior relevância no consumo e no custo do serviço de alimentação, não sendo o melhor exemplo de item C.
- C)Carne.
Errada, porque a carne costuma ter alto valor e forte impacto sobre os custos, sendo mais compatível com a classe A.
- D)Feijão.
Errada, porque o feijão tem importância operacional e custo mais relevante do que um item de classe C.
Gabarito: A
A Curva ABC é um jeito simples de organizar o estoque pela importância econômica dos itens. Ela vem da lógica de Pareto: poucos itens concentram grande parte do valor investido, então esses merecem controle mais rígido, compras mais cuidadosas e acompanhamento frequente. Na prática, a classe A reúne os itens mais caros ou mais impactantes; a classe C fica com os itens de menor peso financeiro e, por isso, pode ter controle mais simples. Em serviços de alimentação, isso faz muito sentido. Carne, por exemplo, costuma pesar mais no custo total, enquanto arroz e feijão também exigem atenção por volume e consumo constante. Já o sal é barato, tem baixo impacto no valor total do estoque e, mesmo sendo essencial no preparo, não costuma exigir um controle tão detalhado quanto os demais. Por isso, o item da classe C é o sal. Ele entra na categoria de menor importância relativa para fins de controle de estoque, exatamente porque seu valor unitário e seu impacto sobre os custos costumam ser pequenos quando comparados aos itens das classes A e B. Esse raciocínio é doutrinário e muito usado na administração de materiais e estoques, inclusive em Unidades de Alimentação e Nutrição. A banca costuma cobrar a ideia central: classe A = mais controle, classe C = menos controle.