“Na avaliação do estado nutricional por meio de testes laboratoriais existem mais de 40 nutrientes essenciais a serem medidos, incluindo vitaminas, minerais, enzimas, hormônios e parâmetros funcionais. Na presença de inflamação, a aferição das proteínas plasmáticas torna-se útil quando associada à aferição de proteínas de fase aguda reagente positiva como _________________, pois possibilita a obtenção de parâmetro referencial para avaliar o curso da resposta inflamatória.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
- A)o linfócito
Incorreta, porque o linfócito é uma célula de دفاعa/imunidade e não uma proteína de fase aguda usada para esse tipo de correlação laboratorial.
- B)a albumina
Incorreta, porque a albumina é proteína visceral de síntese hepática, mas é proteína de fase aguda negativa, reduzindo-se na inflamação.
- C)a transferrina
Incorreta, porque a transferrina também é proteína de fase aguda negativa e não é o marcador clássico para acompanhar resposta inflamatória.
- D)a proteína C-reativa
Correta, porque a proteína C-reativa é proteína de fase aguda positiva e é usada para monitorar inflamação, ajudando a interpretar as proteínas plasmáticas.
Gabarito: D
Na avaliação nutricional, os exames laboratoriais ajudam a enxergar o quadro do paciente, mas na presença de inflamação eles precisam ser interpretados com muito cuidado. Isso acontece porque várias proteínas plasmáticas mudam de concentração não só pelo estado nutricional, mas também pela resposta inflamatória do organismo. Ou seja: o exame pode “gritar” inflamação antes de contar a história da nutrição. Nesse contexto, faz sentido associar proteínas plasmáticas a proteínas de fase aguda, especialmente as que sobem quando existe processo inflamatório. A proteína C-reativa é o exemplo clássico de proteína de fase aguda positiva, porque aumenta rapidamente diante de inflamação, infecção ou trauma. Ela ajuda a dar um parâmetro de referência para acompanhar o curso da resposta inflamatória e, assim, interpretar melhor outras proteínas laboratoriais. Por isso, o gabarito é a letra D. A ideia da questão é justamente mostrar que, com inflamação, a leitura de albumina, transferrina e outras proteínas fica limitada se você não olhar junto um marcador inflamatório. A proteína C-reativa funciona quase como a “placa de aviso” do organismo: se ela está alta, o cenário inflamatório está interferindo na interpretação nutricional. Na prática clínica e nas referências de avaliação nutricional, a PCR é muito usada para contextualizar o exame, porque a inflamação reduz o valor isolado de várias proteínas como indicador de desnutrição. Então, mais do que decorar nomes, o ponto central é entender a lógica: proteína plasmática + marcador inflamatório = leitura muito mais confiável do estado nutricional.