Considerando as modificações da dieta normal para dietas especiais com finalidades terapêuticas, assinale a opção correta.
- A)Pessoas com disfagia grave devem adotar dieta de consistência branda.
Errada: na disfagia grave, a adaptação costuma ser para consistência modificada e mais segura para deglutição, não apenas dieta branda.
- B)Pessoas em tratamento dialítico devem ter dieta reduzida em potássio, sódio e fósforo.
Certa: no tratamento dialítico, é comum restringir potássio, sódio e fósforo para prevenir complicações metabólicas e de sobrecarga hídrica.
- C)Pessoas com doença celíaca devem retirar da dieta os alimentos que contenham trigo, aveia, malte e cevada.
Errada: na doença celíaca, a exclusão é do glúten, presente em trigo, cevada e malte; a aveia só é evitada quando contaminada ou não certificada sem glúten.
- D)Pessoas com insuficiência pancreática devem evitar o consumo de fibras insolúveis devido à dificuldade de digestão destas.
Errada: na insuficiência pancreática, o foco principal é reposição enzimática e ajuste de gordura/calorias; fibras insolúveis não são a restrição central descrita.
- E)Pessoas que necessitem de repouso intestinal no perioperatório de cirurgias do trato gastrointestinal devem adaptar a consistência da dieta para pastosa.
Errada: no repouso intestinal perioperatório, a conduta não é simplesmente passar para dieta pastosa, e sim reduzir ou suspender a via oral conforme a indicação clínica.
Gabarito: B
Em dietoterapia, a ideia é adaptar a alimentação ao problema clínico, e não simplesmente “dar comida mais leve” para todo mundo. Cada doença pede um ajuste específico de nutrientes, consistência ou volume, conforme o objetivo terapêutico: facilitar a deglutição, reduzir esforço digestivo, corrigir restrições metabólicas ou proteger um órgão comprometido. No caso do paciente em tratamento dialítico, o raciocínio é clássico: o rim não está conseguindo eliminar bem alguns minerais, então a dieta costuma ser controlada em potássio, sódio e fósforo. Isso ajuda a evitar complicações como hipercalemia, retenção de líquidos e distúrbios do metabolismo mineral. Em muitos casos, também se observa atenção à proteína, dependendo do tipo de diálise e do estado nutricional. A alternativa B está correta porque descreve exatamente essa lógica dietoterápica para quem faz diálise. A restrição de potássio, sódio e fósforo é uma das marcas registradas desse cuidado nutricional e aparece de forma recorrente em clínica e em prova. Pense assim: o alimento precisa “ajudar o tratamento”, não brigar com ele. As demais opções escorregam em pontos bem cobrados em concurso: disfagia grave pede ajuste de consistência mais espessada e segura para deglutição, doença celíaca exige exclusão do glúten, insuficiência pancreática costuma pedir cuidado com gordura e não com fibras insolúveis como regra principal, e repouso intestinal no perioperatório geralmente aponta para dieta zero ou progressão cautelosa, não simplesmente dieta pastosa.