Assinale a opção correta em relação às recomendações de oferta energética e proteica para pacientes idosos com câncer em terapia antineoplásica.
- A)25 kcal-30 kcal/kg e, em casos de desnutrição e caquexia, 30 kcal-35 kcal/kg e 1,2 a 2 g/kg/ptn
Certa: traz a faixa energética e proteica compatível com o idoso com câncer em terapia antineoplásica, elevando a oferta em casos de desnutrição e caquexia.
- B)30 kcal-35 kcal/kg e, em casos de desnutrição e caquexia, 40 kcal-50 kcal/kg e 2 g/kg/ptn
Errada: exagera a oferta energética para desnutrição/caquexia e não corresponde ao padrão mais usado para esse paciente.
- C)20 kcal-25 kcal/kg e 0,8-1 g/kg de ptn
Errada: as calorias e, principalmente, a proteína estão baixas para um idoso com câncer em tratamento antineoplásico.
- D)20 kcal-25 kcal/kg e 1,2 a 2 g/kg de ptn
Errada: a energia está subestimada para esse contexto clínico, embora a proteína esteja em faixa mais adequada.
- E)25 kcal-30 kcal/kg e, em casos de desnutrição e caquexia, 30 kcal-35 kcal/kg e 0,8 g/kg ptn
Errada: a oferta proteica fica insuficiente justamente no cenário em que a demanda costuma aumentar.
Gabarito: A
Em pacientes idosos com câncer em terapia antineoplásica, a meta nutricional costuma subir porque o organismo fica mais agressivamente catabólico: há inflamação, perda de apetite, maior risco de perda muscular e, muitas vezes, dificuldade para manter o peso. Por isso, a oferta energética e proteica precisa ser pensada para preservar massa magra, reduzir perda ponderal e ajudar na tolerância ao tratamento. De forma prática, para esse perfil, a recomendação costuma ficar em torno de 25 kcal a 30 kcal/kg/dia, com ajuste para 30 kcal a 35 kcal/kg/dia quando há desnutrição ou caquexia. Na proteína, a necessidade também sobe, geralmente para 1,2 a 2 g/kg/dia, porque o idoso com câncer não pode se dar ao luxo de "economizar" proteína - ele precisa de matéria-prima para manter músculo e função. É exatamente isso que a alternativa A traz. Ela combina uma faixa energética adequada para o idoso oncológico e, no cenário de desnutrição ou caquexia, aumenta calorias e proteína na direção esperada na prática clínica. As outras opções erram por subestimar a proteína ou por exagerar/afinar demais a energia sem manter a coerência com o quadro catabólico. Na lógica da dietoterapia oncológica, a ideia é simples: se o paciente está perdendo peso e músculo, a dieta não pode ser tímida. O alvo é sustentar o tratamento, reduzir complicações e evitar que o corpo vire o próprio combustível.