Preconiza-se o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e, a partir dessa idade, a criança deve receber a alimentação complementar. Em relação a esse tipo de alimentação e de acordo com o recomendado pelo Ministério da Saúde no Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois Anos de Idade (2019), assinale a opção correta.
- A)No início da introdução alimentar, recomenda-se evitar o procedimento de bater os alimentos no liquidificador e peneirá-los.
Certa: o Ministério da Saúde orienta evitar liquidificador e peneira na introdução alimentar, preferindo amassar e oferecer texturas adequadas.
- B)É recomendado oferecer muitos líquidos à criança, tais como água própria para o consumo, sucos e outras bebidas.
Errada: não se recomenda oferecer muitos líquidos, porque isso pode reduzir o apetite e competir com a alimentação complementar.
- C)É recomendado oferecer alimentos ultraprocessados para a criança apenas durante os finais de semana e ocasiões especiais, evitando que se torne um hábito.
Errada: ultraprocessados devem ser evitados na alimentação da criança, inclusive em ocasiões especiais, pois aumentam o risco de hábito alimentar inadequado.
- D)Não oferecer açúcar nem preparações ou produtos que contenham açúcar à criança até 1 ano de idade.
Errada: a recomendação de não oferecer açúcar até 2 anos é verdadeira no guia, mas a assertiva não é a correta da questão e não trata do ponto central cobrado.
Gabarito: A
No início da alimentação complementar, a ideia não é transformar a comida em papa homogênea, mas ajudar a criança a conhecer os alimentos com textura, cheiro, cor e sabor. O Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois Anos do Ministério da Saúde orienta oferecer a comida amassada com o garfo, raspada ou em pequenos pedaços, conforme a capacidade da criança, evitando o uso de liquidificador e peneira. Isso preserva a textura, estimula a mastigação e favorece o desenvolvimento da aceitação alimentar. A alternativa A está correta exatamente por isso: bater os alimentos e peneirar deixa tudo muito uniforme, empobrece a experiência sensorial e pode atrasar a adaptação da criança às diferentes consistências. Na prática, a criança precisa aprender a comer comida de verdade, não um purê eterno. O guia de 2019 reforça essa orientação de forma bem clara. As demais opções trazem recomendações que vão na direção contrária do guia. Líquidos em excesso atrapalham a ingestão alimentar e não devem substituir refeições, e ultraprocessados devem ser evitados, não reservados para ocasiões especiais. Também não se recomenda açúcar para crianças pequenas, mas isso não é o foco central aqui. O ponto-chave da questão é a técnica de preparo e oferta da alimentação complementar, priorizando alimentos in natura e mínima manipulação.