No que se refere à educação alimentar e nutricional (EAN), assinale a opção correta.
- A)A EAN é um campo de conhecimento e prática específico e pontual que deve ser realizado, exclusivamente, por nutricionista.
Errada, porque a EAN é uma prática interdisciplinar e não exclusiva do nutricionista, embora esse profissional tenha papel importante nela.
- B)É recomendado o uso do termo educação nutricional para ações realizadas nas escolas.
Errada, porque não se recomenda restringir o termo a "educação nutricional" nas escolas; o conceito de EAN é mais amplo e adequado às políticas públicas.
- C)Na prática da EAN, deve-se fazer uso de recursos conservadores e metodologias passivas de aprendizado.
Errada, porque a EAN deve usar metodologias ativas, participativas e contextualizadas, e não recursos conservadores e passivos.
- D)A prática de EAN visa a prática autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis.
Certa, porque a EAN busca desenvolver autonomia e escolhas voluntárias para a adoção de hábitos alimentares saudáveis.
Gabarito: D
A educação alimentar e nutricional, ou EAN, não é aquele conteúdo engessado e isolado de uma única área. Ela é uma prática contínua, interdisciplinar e ligada à promoção da saúde, da autonomia e da cidadania. Na política pública brasileira, a EAN aparece como estratégia para apoiar escolhas alimentares mais adequadas, respeitando cultura, realidade social e o ambiente em que a pessoa vive. Um bom marco para isso é o Marco de Referência de EAN para as Políticas Públicas, que reforça justamente essa visão ampla e participativa. Na prática, a EAN não serve para decorar listas de alimentos “bons” e “ruins”. A ideia é ajudar a pessoa a compreender, refletir e decidir com mais liberdade sobre o que come, de forma consciente e possível no dia a dia. Por isso, a ação educativa precisa ser dialógica, problematizadora e adaptada ao público, em vez de só palestra passiva com cara de sermão de cantina. É exatamente aí que a letra D acerta: a prática de EAN visa a prática autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis. Ou seja, o objetivo não é impor, mas capacitar a pessoa para fazer escolhas melhores por conta própria, de modo sustentável. Isso combina com as diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição e com a abordagem moderna de promoção da saúde. As demais alternativas tentam “enrijecer” a EAN, como se ela fosse algo exclusivo do nutricionista, limitado à escola, ou baseado em metodologia passiva. Na vida real e nas políticas públicas, a lógica é justamente a oposta: participação, autonomia e construção compartilhada do conhecimento.