O método de catalogação em museus consiste em analisar as partes e os elementos dos documentos/objetos. A assinatura da obra de arte e o material e a técnica utilizados pelo autor são considerados, respectivamente, como caracteres:
- A)históricos e estilísticos;
Errada: assinatura e material/técnica não são classificados como históricos e estilísticos nesse recorte, mas como características do próprio objeto.
- B)intrínsecos e intrínsecos;
Certa: assinatura, material e técnica são elementos intrínsecos porque pertencem ao exame direto da obra/objeto.
- C)extrínsecos e extrínsecos;
Errada: os dois itens não são extrínsecos, pois não dependem de informação externa ao objeto para sua identificação.
- D)manufatureiros e procedência;
Errada: manufatura e procedência não correspondem à classificação pedida e procedência é um dado externo, não o foco da assinatura e da técnica.
- E)raridade e autenticidade.
Errada: raridade e autenticidade são atributos de avaliação ou valoração, não a classificação dos caracteres descritos no enunciado.
Gabarito: B
Na catalogação museológica, você observa o objeto como um todo, separando seus elementos para descrever e identificar corretamente a peça. Em geral, os caracteres intrínsecos são aqueles que pertencem ao próprio objeto, isto é, suas características materiais, técnicas, formais e de fabricação. Já os extrínsecos ficam ao redor dele, como procedência, contexto histórico, documentação associada e outras informações externas. Nesta questão, a assinatura da obra de arte faz parte do próprio objeto, porque está materialmente nele e ajuda na sua identificação. O material e a técnica usados pelo autor também são características do próprio bem, pois dizem respeito à sua constituição física e ao modo como foi produzido. Por isso, os dois itens são classificados como caracteres intrínsecos. É um raciocínio muito comum em Museologia: se a característica está no objeto e pode ser verificada pela observação direta, tende a ser intrínseca. Se depende de informação externa, de documentação ou de contexto, tende a ser extrínseca. A lógica aqui é bem prática, quase de lupa na mão. Assim, o gabarito B está correto porque tanto a assinatura quanto o material e a técnica utilizados pertencem ao exame interno do objeto, sem precisar recorrer a dados externos para serem reconhecidos.