Segundo a aplicação adaptada do esquema classificatório proposto pelo Thesaurus para Acervos Museológicos, a classificação de cada objeto se fundamenta no critério de função:
- A)original ou utilitária primária;
Certa: o esquema classifica o objeto pela sua função original, isto é, pela utilidade primária para a qual ele foi criado.
- B)estética ou estilística;
Errada: estética ou estilística pode descrever aparência ou estilo, mas não é o critério funcional adotado pelo esquema.
- C)monetária ou patrimonial;
Errada: valor monetário ou patrimonial pode ser relevante na gestão do acervo, mas não define a classificação funcional do objeto.
- D)cognitiva ou lógica;
Errada: critério cognitivo ou lógico não corresponde à base de classificação por função usada no Thesaurus.
- E)psicológica ou afetiva.
Errada: aspectos psicológicos ou afetivos podem ser associados ao significado do objeto, mas não ao critério funcional de classificação.
Gabarito: A
No Thesaurus para Acervos Museológicos, a classificação do objeto pode ser feita a partir de um critério funcional, isto é, olhando para o uso que ele tinha na vida cotidiana ou na sua finalidade principal. Em outras palavras: antes de pensar se o objeto é bonito, caro ou simbólico, a pergunta é bem prática - para que ele servia originalmente? Na aplicação adaptada desse esquema, a função do objeto é o eixo da classificação. Isso ajuda a organizar o acervo de modo mais coerente com a origem e o emprego do item, o que é muito útil para documentação museológica, pesquisa e recuperação da informação. É um jeito de evitar que o objeto vire apenas um “nome bonitinho na etiqueta” sem contexto. Por isso, o gabarito está na alternativa A: a classificação se fundamenta no critério de função original ou utilitária primária. A ideia central é exatamente essa função primeira do objeto, aquela para a qual ele foi criado e usado antes de entrar no museu. As demais alternativas tentam deslocar o foco para aspectos que podem até existir na análise museológica, mas não são o fundamento desse esquema classificatório. A banca gosta dessa troca de eixo: sai a função, entra estética, valor, lógica ou afeto. Mas aqui o coração da questão é bem mais pé no chão: função de origem.