Peter Van Mensch, grande teórico de Teoria Museológica no Icom e professor da Reinwardt Academy – Museology Department of the Amsterdam University, identifica três matrizes para a abordagem dos objetos museológicos como portadores de informações necessárias para ações de preservação, pesquisa e comunicação, as quais redimensionam o papel da documentação dentro dos museus. São elas, respectivamente:
- A)propriedades físicas; funções e significados; história;
Correta, pois reproduz as três matrizes de Van Mensch: propriedades físicas, funções e significados, e história.
- B)nome do objeto; classe; categoria;
Errada, porque traz campos de catalogação genéricos, não as três matrizes teóricas propostas pelo autor.
- C)título do objeto; descrição; assuntos;
Errada, porque mistura elementos descritivos de ficha documental, mas não corresponde à classificação conceitual pedida.
- D)referente; características do objeto; termo;
Errada, porque usa termos soltos e fora da formulação doutrinária de Van Mensch sobre os objetos museológicos.
- E)significado; características do objeto; conceito.
Errada, porque inverte e fragmenta categorias conceituais sem apresentar as três matrizes na ordem e no sentido corretos.
Gabarito: A
Peter Van Mensch ajuda a entender que o objeto museológico não deve ser visto só como um item exposto, mas como uma fonte de informação. Na documentação museológica, isso significa olhar para o objeto por diferentes ângulos, para registrar o que ele é, para que serve e qual sua trajetória. Esse raciocínio amplia o papel do registro dentro do museu: documentar não é só catalogar, é construir conhecimento sobre o acervo. Segundo essa abordagem, existem três matrizes de leitura do objeto: suas propriedades físicas, suas funções e significados, e sua história. A primeira trata do que o objeto é materialmente, a segunda do que ele faz e representa, e a terceira do percurso que ele teve no tempo. Juntas, essas dimensões permitem ações mais consistentes de preservação, pesquisa e comunicação. É por isso que o gabarito é a alternativa A. Ela reúne exatamente essas três matrizes na ordem clássica apresentada por Peter Van Mensch: propriedades físicas, funções e significados, e história. As demais trocam os conceitos por elementos de catalogação mais genéricos, mas não reproduzem a formulação teórica pedida. Em prova, vale guardar a ideia central: documentação museológica, nessa visão, não é apenas preencher ficha, e sim organizar informações para dar sentido ao objeto. É o tipo de tema em que a banca adora testar se você sabe a teoria por trás do registro.