A documentação museológica (como uma ficha catalográfica, por exemplo) precisa ser elaborada considerando o público interno e externo da instituição. O pesquisador documentalista, então, ao documentar uma peça, deve:
- A)analisar e detalhar as informações intrínsecas e extrínsecas das peças;
Certa, porque a documentação museológica deve levantar e detalhar dados intrínsecos e extrínsecos da peça.
- B)municiar a curadoria de acervo do museu de informação;
Errada, porque municiar a curadoria é efeito indireto da documentação, não a definição da tarefa documental em si.
- C)sintetizar as informações sobre o objeto;
Errada, porque sintetizar apenas resume informações e é insuficiente para a documentação museológica completa.
- D)organizar dossiês sobre a peça, que depois se tornam sistema de recuperação de informação;
Errada, porque dossiês e sistemas de recuperação podem usar a documentação, mas não substituem o processo de analisar a peça.
- E)incrementar as formas de localização da peça.
Errada, porque melhorar a localização é uma consequência prática do registro, não o núcleo da atividade de documentar.
Gabarito: A
Na documentação museológica, voce não faz só um “resuminho” do objeto. A ideia é registrar a peça de forma completa para atender tanto quem trabalha no museu quanto quem pesquisa de fora. Isso inclui identificar, descrever, contextualizar e detalhar características que ajudem na gestão, na preservação e na recuperação da informação. É por isso que a ficha catalográfica não se limita ao básico. Ela precisa reunir dados intrínsecos da peça, como material, técnica, dimensões e estado de conservação, e também informações extrínsecas, como procedência, autoria, uso, aquisição e contexto histórico-cultural. Sem esse conjunto, a documentação fica capenga e perde valor informacional. O gabarito é a letra A porque documentar uma peça, no sentido museológico, exige justamente analisar e detalhar as informações intrínsecas e extrínsecas do bem. Essa é a base da documentação como instrumento técnico e científico, muito alinhada à ideia de documentação completa defendida na museologia e na bibliografia da área. As demais alternativas tentam puxar a documentação para funções próximas, mas não centrais: curadoria, organização de dossiês, recuperação da informação ou simples síntese. Tudo isso pode aparecer como consequência do registro, mas não resume a tarefa do documentalista ao documentar um objeto.