A acepção atual ou moderna de museu como instituição pública surgiu, precisamente:
- A)na Grécia antiga. A palavra Mouseion vem de templo às musas, filhas de Zeus com Mnemosine, divindade da memória;
Errada: o Mouseion grego é a origem etimológica e um antecedente cultural, mas não corresponde ao museu moderno como instituição pública.
- B)no Renascimento, resultado do espírito científico, e com a expansão marítima, quando o colecionismo se tornou moda em toda a Europa;
Errada: o Renascimento fortaleceu o colecionismo e o espírito científico, porém ainda se tratava de acervos privados e eruditos, não de museu público moderno.
- C)na conjuntura da Revolução Francesa, em fins do século XVIII, com a formação dos Estados nacionais;
Certa: foi na Revolução Francesa, no fim do século XVIII, que o museu se consolida como instituição pública ligada ao patrimônio nacional.
- D)nas ideias da Semana de Arte Moderna de 1922, que valorizava a criação de uma identidade nacional no Brasil;
Errada: a Semana de Arte Moderna de 1922 é um marco cultural brasileiro, mas não tem relação com o surgimento histórico do museu moderno.
- E)nos chamados Gabinetes de Curiosidades, formados por estudiosos que reuniam objetos e seres exóticos, seguindo as concepções científicas do século XVII.
Errada: os Gabinetes de Curiosidades foram importantes antecedentes, mas eram coleções privadas e não a forma moderna de museu público.
Gabarito: C
A ideia de museu que você conhece hoje, como instituição pública, aberta ao cidadão e ligada à formação da memória coletiva, não nasceu na Antiguidade nem nos gabinetes privados do colecionismo. Ela se consolida num momento histórico bem específico: a Revolução Francesa, no fim do século XVIII. Nesse contexto, os bens antes associados à monarquia, à Igreja e à nobreza passam a ser vistos como patrimônio da nação, e o museu ganha uma função pública e educativa. É por isso que a alternativa C está correta. A Revolução Francesa e a formação dos Estados nacionais mudaram o sentido do museu: ele deixa de ser só coleção de raridades e vira espaço de representação da identidade nacional, de instrução e de acesso público. O Louvre é o exemplo clássico dessa virada, ao ser transformado em museu público em 1793. Antes disso, existiam antecedentes importantes, como o Mouseion da Grécia antiga, os gabinetes de curiosidades e o colecionismo renascentista. Mas tudo isso ainda não correspondia ao museu moderno como instituição pública. Eram formas embrionárias, privadas ou eruditas, sem a mesma função social e política que o museu assume a partir do final do século XVIII. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa diferença: origem remota do nome não é a mesma coisa que surgimento da instituição pública moderna. Então, quando aparecerem Grécia, Renascimento ou coleções exóticas, desconfie: podem ser antecedentes históricos, mas não o nascimento do museu moderno.