O período de transmissibilidade da caxumba é de
- A)dois dias antes e dois dias depois do surgimento da parotidite.
Errada, porque a transmissibilidade da caxumba não se limita a apenas dois dias antes e dois dias depois da parotidite.
- B)72 horas.
Errada, porque 72 horas é um prazo genérico e não corresponde ao período de transmissibilidade da caxumba.
- C)um dia antes até o desaparecimento total do aumento da parótida.
Errada, porque a pessoa não deixa de transmitir exatamente com o desaparecimento total da parótida e essa formulação não é a clássica cobrada.
- D)sete dias antes até cinco dias após o surgimento da parotidite.
Certa, pois a caxumba pode ser transmitida de 7 dias antes até 5 dias após o surgimento da parotidite.
- E)14 dias após o início dos sintomas.
Errada, porque 14 dias após o início dos sintomas não define o período de transmissibilidade da caxumba.
Gabarito: D
A caxumba (parotidite epidêmica) é uma virose respiratória contagiosa, transmitida principalmente por gotículas e contato com secreções respiratórias. O ponto que costuma cair em prova é o período de transmissibilidade, isto é, o intervalo em que a pessoa pode passar o vírus adiante. Em geral, ele começa alguns dias antes do inchaço da parótida aparecer, porque o paciente já pode eliminar vírus antes de “avisar” clinicamente que está doente. Na cobrança clássica da VUNESP, o período considerado é de 7 dias antes até 5 dias após o surgimento da parotidite. É exatamente por isso que a letra D está correta: a banca está olhando para a janela de transmissão ao redor do início do quadro glandular, que é o marco clínico mais lembrado na caxumba. Na prática, isso reforça uma ideia importante: o doente pode contagiar mesmo antes de o rosto ficar “redondinho”. Então, isolamento e cuidados com contato respiratório fazem diferença, principalmente no início dos sintomas. Em prova, desconfie de tempos muito curtos ou muito longos sem relação com a parotidite, porque a banca costuma testar esse detalhe com pegadinha simples.