No tratamento da cetoacidose diabética, a insulinoterapia deve ser administrada
- A)na segunda hora após a expansão inicial, com insulina regular 0,1 U/ kg/ hora IV em infusão contínua em bomba de infusão.
Certa, porque a insulina regular IV em infusão contínua deve ser iniciada após a expansão inicial, com dose de 0,1 U/kg/h.
- B)na fase de expansão, com insulina regular 0,1 U/ kg/ hora IV em infusão continua com preenchimento a cada 2 horas de bureta com volume prescrito para esse tempo, com reavaliação clínica e laboratorial.
Errada, porque a insulina não deve ser administrada durante a fase de expansão inicial sem a reavaliação hemodinâmica e do potássio.
- C)na primeira hora, com insulina regular 0,1 U/ kg/ hora IV em infusão contínua em bomba até glicemia ≤ 200 mg/dL, pH sanguíneo ≥ 7,30 e K sérico ≤ a 3 mmol/L.
Errada, porque a insulinoterapia não é iniciada na primeira hora de forma automática e o término do tratamento não depende desses três critérios isolados.
- D)com insulina intermediária e insulina regular SC, durante a expansão inicial, e insulina regular IV em bomba após a instalação do soro de manutenção com soro fisiológico e soro glicosado 5% 1:1.
Errada, porque insulina intermediária e via subcutânea não são o padrão na fase aguda da cetoacidose diabética.
- E)com insulina regular IV em infusão contínua em bomba de infusão até glicemia capilar ≤ 250 mg/dL, mesmo com manutenção da acidose metabólica e cetonemia acentuada.
Errada, porque a insulina não deve ser mantida apenas até a glicemia cair, já que a acidose e a cetonemia precisam de correção completa.
Gabarito: A
Na cetoacidose diabética, a prioridade inicial é volemia e potássio. Primeiro vem a reposição com soro fisiológico e a avaliação do K+, porque a insulina empurra potássio para dentro da célula e pode precipitar hipocalemia perigosa. Por isso, a insulinoterapia não entra de imediato no meio da expansão como se fosse atalho de prova: ela costuma ser iniciada após a fase inicial de hidratação, quando o paciente já foi reavaliado e o potássio está em nível seguro. O esquema clássico é insulina regular intravenosa em infusão contínua, geralmente 0,1 U/kg/h. A ideia não é só baixar a glicose, mas principalmente interromper a cetogênese e corrigir a acidose. A glicemia cai, mas o alvo real é fechar o hiato aniônico e resolver a cetose, não apenas ver o número da glicose bonito no visor. O gabarito A está correto porque respeita essa lógica: após a expansão inicial, inicia-se insulina regular IV em bomba. Isso evita piora hemodinâmica e reduz o risco de colapso por hipocalemia. Em protocolos clássicos de endocrinologia e emergência, a insulina só deve ser iniciada após a reposição volêmica inicial e com potássio monitorado, mantendo a infusão até resolução metabólica da cetoacidose. Em prova, desconfie de alternativas que colocam insulina muito cedo, que usam insulina subcutânea na fase aguda ou que suspendem a infusão apenas porque a glicemia caiu antes de a acidose corrigir. Na cetoacidose, glicose baixa sem fechar a cetose é só maquiagem laboratorial.