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Medicina · VUNESP · 2025

Questão comentada de Medicina

As intoxicações agudas são causas frequentes de internação em UTI Pediátrica, e o conhecimento das toxisíndromes é uma ferramenta para identificação das causas e do tratamento adequado. Assinale a alternativa correta em relação às toxisíndromes, às causas e aos antídotos.

Gabarito: C

Quando a criança chega intoxicada, a toxisíndrome ajuda muito a pensar rápido: você junta pupila, secreção, frequência cardíaca, estado mental e temperatura, e o quadro começa a “se denunciar”. É quase uma leitura de sinais do corpo antes mesmo do exame toxicológico. Em prova, a banca adora trocar um detalhe pequeno, como pupila, secreção ou antídoto, para testar se você sabe o padrão clássico. A alternativa C está correta porque descreve a síndrome anticolinesterásica, típica dos organofosforados e de alguns cogumelos, que aumenta a ação da acetilcolina. O resultado é quadro muscarínico com bradicardia, sialorreia, broncorreia, miose, além de agitação, confusão e até convulsões. O antídoto principal é a atropina, que bloqueia os efeitos muscarínicos; em muitos casos, também se usa pralidoxima, mas o item pede o antídoto essencial e a atropina é a resposta clássica. As demais alternativas misturam sinais de síndromes diferentes. A depressiva/narcótica costuma dar depressão do SNC, miose e depressão respiratória, não hipertermia nem midríase. A anticolinérgica faz o oposto da colinérgica: pele seca, taquicardia, delírio e midríase. A meta-hemoglobinemia tem antídoto, sim, geralmente azul de metileno, então essa também cai por terra. Em pediatria, vale decorar o “mapa mental” das toxíndromes: colinérgica, anticolinérgica, depressora do SNC, extrapiramidal e metemoglobinemia. Isso evita cair na armadilha de saber a droga, mas errar o padrão clínico. E em prova da VUNESP, um único detalhe errado costuma derrubar a alternativa inteira.

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