← Questões de Medicina

Medicina · VUNESP · 2025

Questão comentada de Medicina

Sobre o manejo de neoplasias colorretais superficiais baseado nas recomendações da US MULTI-SOCIETY TASK FORCE, é correto afirmar que lesões

Gabarito: E

A conduta nas neoplasias colorretais superficiais depende de tamanho, forma, possibilidade de ressecção completa e, principalmente, do risco de invasão submucosa. A ideia central das recomendações da US Multi-Society Task Force é simples: sempre que a lesão puder ser removida com segurança e chance razoável de cura endoscópica, a abordagem endoscópica vem antes da cirurgia. A cirurgia fica reservada para situações em que há forte suspeita de invasão profunda, impossibilidade técnica de ressecção adequada ou achados histológicos de alto risco após a retirada. Quando a lesão levanta suspeita moderada de invasão superficial da submucosa, a estratégia pode ser mucosectomia (EMR) ou dissecção submucosa endoscópica (ESD), desde que a ressecção completa seja possível e segura. Isso é o coração da alternativa E: a presença de suspeita de invasão superficial não obriga cirurgia de saída. Pelo contrário, o objetivo é obter peça íntegra e avaliação histológica adequada, sem exagerar na agressividade do tratamento quando ainda há chance de cura por via endoscópica. Na prática, a ESD costuma ser mais útil quando se deseja ressecção en bloc em lesões maiores ou com maior chance de invasão superficial, porque melhora a análise anatomopatológica. Já a EMR é ótima para muitas lesões superficiais, mas pode exigir ressecção piecemeal em lesões maiores, o que piora a avaliação histológica e aumenta risco de recorrência. Por isso, a escolha não é por impulso, é por estratégia. As demais alternativas tropeçam em pontos clássicos: lesão diminuta não pede alça diatérmica obrigatoriamente, lesão pediculada grande não é tratada exclusivamente com alça a frio, ablação térmica adjacente não é regra universal e lesões não pediculadas grandes não vão direto para cirurgia só pelo tamanho. O tamanho importa, mas não manda sozinho. O que manda é o conjunto: morfologia, suspeita de invasão e viabilidade de ressecção endoscópica segura.

Continue treinando

Questões relacionadas