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Medicina · VUNESP · 2025

Questão comentada de Medicina

Durante uma endoscopia de urgência, de um paciente de 7 anos que procurou atendimento devido a dor torácica aguda intensa após ingerir carne em uma churrascaria, não se identifica impactação alimentar, mas observa-se uma estenose no terço inferior do esôfago que não é transponível pelo endoscópio de 6 mm. Diante dessa situação, qual é a melhor conduta?

Gabarito: E

Em criança com dor torácica após comer carne, a primeira suspeita costuma ser impactação alimentar no esôfago. Só que, nesta questão, o endoscopista não encontra o alimento preso e descobre algo mais importante: uma estenose no terço inferior do esôfago, tão estreita que nem o endoscópio de 6 mm passa. Quando isso acontece, a prioridade é ampliar a avaliação com um aparelho mais fino, para não forçar a passagem e não transformar um problema de estreitamento em uma perfuração. Em outras palavras: se o esôfago está estreito demais para o endoscópio padrão, você não “empurra a solução na marra”. Troca-se para um endoscópio pediátrico mais fino, de 4 mm, que consegue atravessar com mais segurança e permite avaliar melhor a lesão e a causa da estenose. As demais condutas propostas tratam doenças que podem até estar no pano de fundo, como refluxo ou esofagite eosinofílica, mas não resolvem a urgência imediata da impossibilidade de transposição do segmento estenosado. Dilatação nesse momento é arriscada sem melhor definição anatômica; corticoide sistêmico, budesonida deglutida e IBP podem fazer parte do tratamento depois, conforme a etiologia. Portanto, o gabarito E está correto porque, diante de uma estenose não transponível por endoscópio de 6 mm, a melhor conduta inicial é adaptar o exame para um endoscópio de menor calibre, no caso, 4 mm, com mais segurança técnica.

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