Observe a imagem a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) A imagem mostra um exame de tomografia de tórax que demonstra espessamento pleural > 1,0 cm, difuso, irregular e que se estende à pleural mediastinal, com envolvimento do plano cissural e com redução de volume do hemitórax comprometido. O quadro é fortemente sugestivo de
- A)sarcoma pleural e de parede torácica.
Sarcoma pleural e de parede torácica não é o padrão descrito, porque o achado é predominantemente pleural difuso e infiltrativo, e não uma massa de parede torácica.
- B)mesotelioma pleural difuso maligno.
Correta, porque espessamento pleural difuso, irregular, > 1 cm, com acometimento de pleura mediastinal, fissuras e redução de volume do hemitórax é o padrão clássico de mesotelioma pleural difuso maligno.
- C)carcinomatose de etiologia indeterminada.
Carcinomatose pode acometer a pleura, mas o enunciado descreve um padrão morfológico muito típico de mesotelioma, e não apenas implantes pleurais inespecíficos.
- D)tumor de Askin com disseminação pleural.
Tumor de Askin é um tumor da parede torácica da família PNET, geralmente em jovens, e não costuma se apresentar com esse espessamento pleural difuso típico.
- E)empiema pleural pós-tuberculose.
Empiema pós-tuberculose pode sim espessar a pleura, mas o conjunto de sinais de invasão pleural difusa e retração do hemitórax favorece neoplasia, não coleção infecciosa.
Gabarito: B
A tomografia descreve um padrão bem clássico de acometimento pleural maligno: espessamento pleural difuso, irregular, maior que 1 cm, com extensão para a pleura mediastinal, envolvimento de fissuras e redução de volume do hemitórax. Esse conjunto de achados acende a luz amarela forte para mesotelioma pleural difuso maligno, que costuma “abraçar” a pleura e retrair o pulmão ao mesmo tempo. Na prática, esse é um diagnóstico de imagem muito sugestivo, embora a confirmação definitiva dependa de histologia e imunohistoquímica. O ponto-chave é lembrar que o mesotelioma não costuma aparecer como uma lesão isolada e arredondada, mas sim como um processo pleural difuso, infiltrativo e espessante. A banca adora cobrar justamente os sinais radiológicos mais típicos: espessamento pleural nodular ou irregular, acometimento da pleura mediastinal e das fissuras, além da perda de volume do lado afetado. Quando isso aparece junto, pensar em metástase genérica fica curto demais e pensar em infecção, menos ainda. Por isso, o gabarito é mesotelioma pleural difuso maligno. É a alternativa que melhor encaixa o padrão descrito no enunciado e na tomografia.