Uma senhora de 75 anos é levada pela filha ao consultório devido à piora na memória nos últimos dois anos. Relata esquecer eventos recentes, dificuldades em gerenciar finanças e episódios de confusão ao sair de casa. Na avaliação, apresenta dificuldade em evocar palavras, orientação temporal comprometida e apatia. O diagnóstico provável para este quadro é a demência de Alzheimer. O exame inicial recomendado para reforçar essa suspeita diagnóstica é
- A)tomografia computadorizada do corpo total.
Errada: tomografia de corpo total não é exame inicial para reforçar suspeita de Alzheimer e não avalia diretamente o déficit cognitivo.
- B)mini-exame do Estado Mental (MEEM).
Certa: o MEEM é o teste de triagem inicial mais usado para quantificar comprometimento cognitivo e apoiar a suspeita de demência.
- C)hemograma completo.
Errada: hemograma pode fazer parte da investigação de causas reversíveis, mas não confirma nem reforça diretamente a suspeita clínica de Alzheimer.
- D)videoeletroencefalograma.
Errada: videoeletroencefalograma não é exame de triagem para demência de Alzheimer e costuma ser reservado para outras hipóteses diagnósticas.
- E)avaliação cardiológica.
Errada: avaliação cardiológica não é exame inicial para investigar o quadro descrito, que é típico de comprometimento cognitivo progressivo.
Gabarito: B
Na suspeita de demência de Alzheimer, o primeiro passo não é sair pedindo uma “bateria de exames exóticos”, e sim medir o prejuízo cognitivo de forma objetiva. É aí que entra o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), um teste de triagem muito usado na prática para avaliar orientação, memória, atenção, linguagem e cálculo. Ele não fecha o diagnóstico sozinho, mas ajuda a reforçar a suspeita e a documentar o comprometimento cognitivo. No caso descrito, a paciente tem piora progressiva da memória, dificuldade para lidar com finanças, desorientação e apatia, um quadro bem compatível com demência, especialmente Alzheimer. O MEEM é justamente o exame inicial simples e rápido para quantificar esse déficit e acompanhar a evolução ao longo do tempo. Em provas, quando a pergunta fala em “exame inicial recomendado para reforçar a suspeita”, pense em teste cognitivo, não em exame de imagem de corpo inteiro nem em exames de rotina sem foco. Vale lembrar: o diagnóstico de demência é clínico, apoiado por avaliação cognitiva e funcional, com investigação de causas reversíveis e exames complementares conforme o caso. O MEEM é o clássico das bancas porque é prático, conhecido e tem grande utilidade de rastreio, embora não substitua avaliação mais completa quando necessário. Resumo de prova: idoso com piora progressiva da memória + alteração funcional + desorientação = suspeite de demência de Alzheimer e aplique um teste cognitivo como triagem. É o básico bem feito, sem firula.