Na curva da capnografia, o valor da PETCO2 (nível de gás carbônico no final da expiração) equivale ao
- A)início da fase 3.
Errada, porque o início da fase 3 marca a transição para o platô alveolar, mas não o valor final da PETCO2.
- B)final da fase 1.
Errada, porque o final da fase 1 ainda representa principalmente gás do espaço morto, com CO2 praticamente ausente.
- C)final da fase 2.
Errada, porque o final da fase 2 é a ascensão expiratória, mas a PETCO2 é medida mais adiante, no término da expiração.
- D)final da fase 3.
Certa, porque a PETCO2 corresponde ao CO2 no final da expiração, isto é, no final da fase 3 da curva.
- E)início da fase 2.
Errada, porque o início da fase 2 ainda faz parte da subida da curva e não representa o valor terminal do CO2 expirado.
Gabarito: D
A capnografia mostra a curva da eliminação do CO2 ao longo da expiração, e essa curva costuma ser dividida em três fases. Na fase 1, sai principalmente gás do espaço morto anatômico, então o CO2 ainda é baixo. Na fase 2, vem a mistura entre gás do espaço morto e gás alveolar, e a curva sobe rápido. Na fase 3, predomina o gás alveolar, formando o platô alveolar, que é a parte mais importante para medir o CO2 ao final da expiração. A PETCO2 é justamente a pressão parcial de CO2 no fim da expiração, ou seja, o valor medido no ponto terminal da curva expiratória. Por isso, ela corresponde ao final da fase 3, quando o ar expirado reflete melhor a ventilação alveolar. Em linguagem de prova: PETCO2 = final do platô alveolar. Esse detalhe cai bastante em anestesiologia porque a capnografia é ferramenta básica para monitorar ventilação, confirmar intubação traqueal e perceber alterações como hipoventilação, broncoespasmo e aumento do espaço morto. Se a curva muda, o corpo está avisando antes de muita coisa piorar. Então o gabarito D está correto porque o valor da PETCO2 é obtido no fim da expiração, no término da fase 3 da curva capnográfica, e não no começo das fases anteriores.