Câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. O câncer de mama responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. O câncer de mama também acomete homens, porém raramente, representando menos de 1% do total de casos da doença. Também é relativamente raro antes dos 35 anos, mas, acima desta idade, sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. De acordo com as Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil – Ministério da Saúde e o Inca (2015), em mulheres sem fatores de risco, seu rastreamento por meio da mamografia deve ser feito entre
- A)40 e 69 anos, anualmente.
Errada, porque 40 anos não é a faixa de rastreamento populacional recomendada para mulheres sem risco aumentado nas diretrizes do MS/INCA.
- B)50 e 69 anos, a cada 2 anos.
Certa, pois o rastreamento mamográfico em mulheres sem fatores de risco é indicado dos 50 aos 69 anos, a cada 2 anos.
- C)40 e 69 anos, a cada 2 anos.
Errada, porque mantém a idade inicial inadequada para rastreamento de rotina em mulheres sem risco e ainda usa periodicidade bienal fora do padrão cobrado para essa faixa.
- D)50 e 69 anos, anualmente.
Errada, porque a periodicidade anual não é a recomendação das diretrizes para rastreamento populacional em mulheres sem fatores de risco.
- E)50 e 69 anos, a cada dois anos, depois de 2 exames anuais normais.
Errada, porque mistura uma conduta de seguimento com a recomendação de rastreamento populacional e ainda mantém a faixa etária correta, mas a lógica do intervalo está imprecisa para a diretriz citada.
Gabarito: B
No rastreamento do câncer de mama em mulheres sem fatores de risco, a ideia não é sair pedindo mamografia para todo mundo, em qualquer idade, toda hora. O Ministério da Saúde e o INCA, nas Diretrizes de 2015, recomendam mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal, ou seja, a cada 2 anos. Essa é a faixa em que o balanço entre benefício e risco do exame fica mais favorável no rastreamento populacional. Antes dos 50 anos, a mamografia tende a gerar mais falso-positivo, mais ansiedade e mais exames desnecessários, porque a mama costuma ser mais densa e o exame perde rendimento. Depois dos 70 anos, a decisão passa a ser mais individualizada, considerando expectativa de vida e condições clínicas. Então, quando a questão fala em mulher sem fator de risco, já acende a luz: pense no protocolo padrão do SUS. Por isso, o gabarito B está correto: 50 a 69 anos, a cada 2 anos. É a recomendação clássica cobrada em prova quando o enunciado cita as diretrizes do Ministério da Saúde e do INCA. Em concurso, essa é uma das pegadinhas favoritas: trocar a idade inicial por 40 anos ou mudar a periodicidade para anual. A banca adora esse pequeno caos.