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Medicina · VUNESP · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente com epilepsia de difícil controle iniciou tratamento com fenitoína (PHT). Após algumas semanas, apresentou sinais de intoxicação, mesmo com doses consideradas habituais. Diante disso, foi solicitado um exame de níveis séricos do fármaco, que revelou valores superiores aos esperados. Sabe-se que a PHT apresenta uma farmacocinética peculiar. Qual das seguintes afirmativas explica esse fenômeno?

Gabarito: B

A fenitoína é um daqueles fármacos que gostam de complicar a vida do candidato: ela tem cinética não linear, também chamada de cinética de Michaelis-Menten. Na prática, isso significa que, em certas faixas de dose, o fígado chega perto da sua capacidade máxima de metabolização e pequenas aumentos de dose podem gerar grandes aumentos no nível sérico. Por isso, um paciente pode usar uma dose aparentemente habitual e, ainda assim, apresentar sinais de intoxicação. Quando a via metabólica hepática satura, o organismo deixa de eliminar o remédio no mesmo ritmo, e a concentração sobe de forma desproporcional. É exatamente essa a explicação pedida na questão. Esse comportamento é clássico da fenitoína e exige ajuste cuidadoso, com monitorização clínica e, quando necessário, dosagem sérica. Não é um fármaco para fazer conta no olho e torcer para dar certo: uma pequena mudança na dose pode virar uma grande mudança no efeito e na toxicidade. Em resumo, o gabarito B está correto porque descreve a saturação da metabolização hepática, que leva ao aumento desproporcional dos níveis séricos da fenitoína. Essa é a essência da farmacocinética peculiar do medicamento.

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