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Medicina · VUNESP · 2025

Questão comentada de Medicina

Em pacientes com enxaqueca crônica refratária, qual intervenção terapêutica requer a identificação de padrões específicos de dor e um teste diagnóstico-terapêutico antes de sua implementação?

Gabarito: B

Na enxaqueca crônica refratária, a escolha do tratamento costuma ir além de “tomar remédio e torcer”. Alguns casos exigem identificar melhor o padrão da dor para entender se há participação de estruturas periféricas, como os nervos occipitais, que podem estar mantendo ou amplificando a crise. É aí que entra o bloqueio do nervo occipital maior: ele pode funcionar como teste diagnóstico-terapêutico, ajudando a confirmar se aquele território doloroso realmente responde à intervenção. Esse detalhe é o que a questão quer cobrar. Antes de fazer o bloqueio, o médico precisa reconhecer padrões específicos de dor, como dor em topografia occipital, pontos gatilho e características que sugiram neuralgia occipital ou sensibilização local. Se o bloqueio alivia a dor, isso reforça a hipótese e orienta a continuidade da estratégia terapêutica. Os demais tratamentos citados, como toxina botulínica, CGRP, amitriptilina e topiramato, são opções conhecidas na profilaxia da enxaqueca crônica. Mas eles não dependem, em regra, de um teste diagnóstico-terapêutico prévio com mapeamento tão específico da dor. Por isso, são mais “tratamento de prateleira” do que “tratamento com prova antes”. Então, o gabarito B está correto porque o bloqueio do nervo occipital maior é justamente a intervenção que costuma exigir a identificação de um padrão doloroso compatível e uma resposta ao bloqueio como teste antes de consolidar sua indicação.

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