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Medicina · VUNESP · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente idoso, 70 anos, tabagista, portador de hipertensão arterial, dislipidemia e intolerância a glicose, apresenta história de dor lombar, realizou ultrassom abdominal que evidenciou aorta abdominal de 5,8 cm. A conduta nesse caso é:

Gabarito: B

Aneurisma de aorta abdominal é aquele “vilão silencioso” que pode ficar anos sem dar sinal e, de repente, romper. Em geral, ele é definido como dilatação da aorta abdominal maior que 3 cm, e o principal medo é a ruptura, cujo risco aumenta muito quando o diâmetro cresce. Fatores como tabagismo, hipertensão, dislipidemia e idade avançada aumentam bastante a chance de doença aterosclerótica e de complicações. Na prática, o tamanho do aneurisma manda na conduta. Em aneurismas menores, cabe seguimento com imagem periódica e controle rigoroso dos fatores de risco. Mas, quando a aorta abdominal chega a 5,8 cm, o risco de ruptura já é alto o suficiente para indicar reparo eletivo, seja por cirurgia aberta, seja por tratamento endovascular, conforme anatomia e condições do paciente. Por isso o gabarito é a letra B. Em provas e em diretrizes vasculares, o ponto de corte clássico para intervenção em aneurisma de aorta abdominal é cerca de 5,5 cm em homens, ou crescimento rápido/sintomas. Aqui ainda há dor lombar, o que reforça a preocupação com aneurisma sintomático e aumenta mais a necessidade de intervenção. Ou seja: não é caso para “só observar mais um pouco”. Com 5,8 cm, a conduta correta é encaminhar para tratamento cirúrgico ou endovascular, porque o relógio aqui corre contra o paciente.

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