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Medicina · VUNESP · 2025

Questão comentada de Medicina

Os recém-nascidos pré-termo com doença pulmonar crônica (DPC) apresentam desafios nutricionais específicos devido ao maior gasto energético e ao risco de comprometimento do crescimento. Com base nas diretrizes para a nutrição de prematuros com DPC, assinale a alternativa correta.

Gabarito: A

O recém-nascido pré-termo com doença pulmonar crônica (DPC), também chamada de displasia broncopulmonar, costuma gastar mais energia para respirar e ainda pode ter dificuldade para ganhar peso. Por isso, a nutrição precisa ser mais “caprichada” do que a de um prematuro sem esse problema: não basta oferecer volume, é preciso garantir calorias, proteínas, minerais e vitaminas em quantidade adequada. A ideia é apoiar o crescimento sem piorar a função respiratória. Nesse cenário, o leite materno continua sendo a melhor base da alimentação, mas muitas vezes precisa ser fortificado. Isso ajuda a aumentar a oferta de energia e, principalmente, de proteínas, cálcio, fósforo e outros nutrientes importantes para o crescimento do prematuro. Em prematuros com DPC, essa estratégia é muito usada porque o leite materno isolado pode não suprir toda a demanda metabólica aumentada. O ponto central da questão é justamente esse: como esses bebês têm maior gasto energético e risco de crescimento insuficiente, a nutrição enteral com leite materno fortificado é recomendada. Não é para “economizar calorias”; pelo contrário, a meta é evitar desnutrição e favorecer ganho ponderal adequado, o que também ajuda na recuperação global do prematuro. As diretrizes neonatais e pediátricas para prematuros com DPC costumam reforçar alimentação individualizada, com ajuste de calorias e monitorização do crescimento. Em outras palavras: o bebê não pode ser tratado como um “mini adulto”, nem como um prematuro qualquer. Ele precisa de combustível de qualidade para crescer e respirar melhor.

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