Das seguintes alternativas, aquela que está correta em relação aos procedimentos terapêuticos para obstruções das vias aéreas centrais é:
- A)tumores intraluminais devem ser tratados exclusivamente com stents metálicos autoexpansíveis.
Errada, porque tumores intraluminais não devem ser tratados exclusivamente com stents metálicos autoexpansíveis; a desobstrução endobrônquica pode ser necessária e o stent é apenas uma das opções.
- B)a ressecção endobrônquica de tumores deve ser considerada em casos de obstrução maligna das vias aéreas centrais.
Certa, porque a ressecção endobrônquica de tumores é uma medida indicada na obstrução maligna das vias aéreas centrais.
- C)a eletrocauterização endobrônquica é contraindicada para o tratamento paliativo de obstruções malignas sem estreitamento crítico.
Errada, porque a eletrocauterização endobrônquica pode ser usada no tratamento paliativo de obstruções malignas, inclusive quando não há estreitamento crítico.
- D)é recomendado o uso de alta fração de oxigênio (FiO2 > 0,4) durante a eletrocauterização para prevenir complicações respiratórias.
Errada, porque durante a eletrocauterização não se recomenda alta FiO2; o oxigênio elevado aumenta o risco de incêndio no trato respiratório.
- E)a eletrocauterização endobrônquica não deve ser indicada para doenças benignas das vias aéreas como estenoses, tecidos de granulação e tumores benignos.
Errada, porque a eletrocauterização endobrônquica também pode ser indicada em doenças benignas, como estenoses, tecido de granulação e tumores benignos.
Gabarito: B
As obstruções das vias aéreas centrais podem ser causadas por tumores, estenoses, tecidos de granulação e outras lesões benignas ou malignas. Nesses casos, a broncoscopia terapêutica entra como ferramenta de desobstrução, podendo usar ressecção endobrônquica, eletrocauterização, laser, crioterapia e, em alguns cenários, stents. A ideia é simples: abrir a via aérea e ganhar fôlego para o paciente, que muitas vezes chega com dispneia importante ou até risco de asfixia. O ponto-chave da questão é que a ressecção endobrônquica de tumores deve, sim, ser considerada quando há obstrução maligna das vias aéreas centrais. Isso faz parte do manejo paliativo e, em alguns casos, também pode ser ponte para outros tratamentos. Ou seja, não é algo reservado apenas a cirurgia aberta ou a suporte clínico: a broncoscopia intervencionista tem papel real e bem estabelecido. A letra B está correta porque descreve exatamente uma indicação clássica do procedimento. Já as outras alternativas trazem exageros ou restrições erradas, como uso exclusivo de stent, contraindicações inexistentes e recomendações inadequadas de oxigênio durante eletrocauterização. Em broncoscopia terapêutica, o detalhe técnico muda tudo: pequena troca de palavra, grande erro de prova. Como base doutrinária, os manuais de broncoscopia intervencionista e diretrizes de pneumologia reconhecem a ressecção endobrônquica e a eletrocauterização como técnicas válidas para obstrução central, sobretudo em contexto maligno, com finalidade desobstrutiva e paliativa.