Leia as afirmações a seguir sobre o Estado de Mal Epiléptico (EME) na infância: 1. A etiologia mais frequente de EME na infância é o EME febril. 2. A maior parte das crianças tem alguma condição neurológica identificada antes do primeiro episódio de EME. 3. O tratamento inicial do EME deve ser realizado nos primeiros 5 minutos. Para crianças fora do período neonatal, a primeira medicação utilizada pode ser um benzodiazepínico ou levetiracetam intravenoso (caso esse esteja facilmente disponível). 4. O fenobarbital é comumente usado como agente de primeira linha para tratar o EME no período neonatal. 5. Independentemente do tempo decorrido, se as crises epilépticas continuarem após os benzodiazepínicos e um segundo fármaco anticrise venoso, a criança está em EME refratário. Assinale a alternativa CORRETA.
- A)Todas as afirmações são verdadeiras.
Errada, porque nem todas as afirmações são verdadeiras, já que a 2 é falsa.
- B)Apenas as afirmações 1, 4 e 5 são verdadeiras.
Correta, porque as afirmações 1, 4 e 5 estão corretas e a 2 é falsa.
- C)Apenas a afirmação 2 é falsa.
Errada, porque a afirmação 1 também é verdadeira e não apenas a 2 está falsa.
- D)Apenas as afirmações 1, 2 e 4 são verdadeiras.
Errada, porque a afirmação 5 também é verdadeira, então não ficam corretas só 1, 2 e 4.
- E)Nenhuma afirmação é verdadeira.
Errada, porque há várias afirmações verdadeiras, especialmente 1, 4 e 5.
Gabarito: B
O estado de mal epiléptico (EME) na infância é uma urgência neurológica: crise prolongada ou crises repetidas sem recuperação completa, e o relógio começa a correr desde o primeiro minuto. A lógica do manejo é simples: estabilizar, tratar rápido e não deixar a crise “ganhar tempo”. Por isso, o tratamento inicial deve começar nos primeiros 5 minutos, geralmente com benzodiazepínico; em alguns protocolos pediátricos, o levetiracetam intravenoso também pode entrar cedo se estiver disponível. Na infância, uma causa muito lembrada é o EME febril, o que torna a afirmação 1 verdadeira dentro desse contexto pediátrico. Já a afirmação 2 é o clássico tropeço: a maior parte das crianças não tem, antes do primeiro episódio, uma condição neurológica conhecida; muitas são previamente hígidas. No período neonatal, a conduta muda um pouco. O fenobarbital é o anticonvulsivante tradicionalmente usado como primeira linha, por isso a afirmação 4 também está correta. E a noção de EME refratário é pragmática: se a crise continua após benzodiazepínico e um segundo fármaco venoso, já se considera refratariedade, sem ficar esperando um “tempo mágico” para isso. Assim, o gabarito B faz sentido porque as afirmações 1, 4 e 5 estão corretas, enquanto a 2 está errada e a 3, embora tenha uma formulação um pouco misturada, traz a ideia aceita de intervenção precoce com benzodiazepínico e, em alguns cenários, levetiracetam intravenoso.