Considerando o ciclo de vida familiar, quais desafios são frequentemente enfrentados quando um filho adulto retorna para casa?
- A)Aumento da independência dos pais
Errada, porque o retorno de um filho adulto para casa tende a exigir mais ajuste familiar, e não aumento automático da independência dos pais.
- B)Conflitos geracionais e renegociação de papéis
Certa, porque essa situação costuma trazer conflitos geracionais e necessidade de renegociar papéis, limites e responsabilidades dentro da casa.
- C)Estabilidade financeira para todos
Errada, pois o retorno do filho adulto muitas vezes ocorre justamente em contextos de aperto ou reorganização financeira, não de estabilidade para todos.
- D)Redução do tempo de lazer
Errada, porque a redução do tempo de lazer pode acontecer, mas é uma consequência possível e não o desafio central descrito no ciclo de vida familiar.
- E)Melhora na comunicação familiar
Errada, pois a volta do filho adulto não significa, por si só, melhora na comunicação familiar; frequentemente há mais tensão e necessidade de ajustes.
Gabarito: B
No ciclo de vida familiar, cada fase traz tarefas e ajustes próprios. Quando um filho adulto volta para casa, a família costuma sair do modo “cada um no seu canto” e entrar em uma fase de reorganização. Isso mexe com rotina, limites, autonomia e até com o que cada um espera do outro. O ponto central é que não se trata só de acolher alguém de volta, mas de renegociar papéis: quem decide o quê, como ficam as despesas, até onde vai a privacidade de cada um e qual é o espaço do filho adulto dentro da casa. É aí que aparecem os conflitos geracionais, porque pais e filhos já estão em momentos de vida diferentes e com visões diferentes sobre liberdade, responsabilidades e regras. Na prática, esse retorno pode gerar atritos bem comuns: horários, uso da casa, finanças, namoro, trabalho e independência. A família precisa adaptar a convivência, e isso nem sempre acontece de forma suave. Em termos de teoria do ciclo vital familiar, essa transição exige flexibilidade e reajuste estrutural da família, algo muito estudado na Medicina de Família e Comunidade. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente o desafio mais frequente: conflitos geracionais e renegociação de papéis. As outras alternativas até podem acontecer como efeito colateral em alguns casos, mas não definem o núcleo do problema dessa etapa.