Paciente em investigação de precordialgia recebe indicação de realização de cateterismo cardíaco. Qual das seguintes medidas NÃO faz parte dos protocolos de prevenção da nefropatia por contraste?
- A)Evitar desidratação e suspender medicações nefrotóxicas, como antiinflamatórios
Certa, porque manter boa hidratação e suspender nefrotóxicos, como AINEs, ajuda a reduzir o risco de nefropatia por contraste.
- B)Dar preferência aos contrastes de alta osmolalidade
Errada, porque os contrastes de alta osmolalidade aumentam o risco de lesão renal e não são a escolha preventiva.
- C)Administração de solução salina isotônica
Certa, pois a hidratação com solução salina isotônica é uma das principais medidas de prevenção.
- D)Administração de solução de bicarbonato de sódio como alternativa a solução salina isotônica
Certa, já que o bicarbonato de sódio pode ser usado como alternativa à salina isotônica em alguns protocolos.
- E)Identificação de pacientes de alto risco pra desenvolver a patologia, como os parentes renais crônicas, portadores de insuficiência cardíaca, diabetes ou doenças oncológicas
Certa, porque identificar pacientes de alto risco é essencial para reforçar medidas preventivas antes do contraste.
Gabarito: B
A nefropatia por contraste é uma complicação importante após exames com meio de contraste iodado, especialmente em pacientes com rim mais vulnerável. A lógica da prevenção é simples: identificar quem tem risco, hidratar bem e evitar agressões desnecessárias aos rins. Parece básico, mas é justamente aí que mora a proteção de verdade. Entre as medidas clássicas estão a correção da desidratação, a suspensão de fármacos nefrotóxicos quando possível, e a hidratação venosa com solução salina isotônica. Em alguns serviços, a solução de bicarbonato de sódio aparece como alternativa à salina, porque também pode ajudar a reduzir o dano tubular associado ao contraste. O ponto central da questão é que contrastes mais antigos e com maior osmolalidade aumentam o risco de nefrotoxicidade. Por isso, a preferência atual é por contrastes de baixa ou iso-osmolalidade, e não pelos de alta osmolalidade. É uma pegadinha clássica de prova: trocam a conduta recomendada pelo oposto. Então, o gabarito é a letra B, porque dar preferência aos contrastes de alta osmolalidade não faz parte da prevenção, e sim do que deve ser evitado. Em pacientes de alto risco, como idosos, diabéticos, insuficientes cardíacos e quem já tem doença renal, a prevenção deve ser bem ativa antes do cateterismo.