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Medicina · UPENET/IAUPE · 2023

Questão comentada de Medicina

Criança de 12 anos vem para a consulta com história de reação à picada de himenópteros, com urticária disseminada, angioedema labial, dispneia e vômitos. A genitora não sabe informar qual inseto foi responsável. Durante a investigação, a IgE específica solicitada para abelha e vespa são positivas, sendo a IgE para formiga negativa. Diante do achado, qual é o provável antígeno responsável pela reatividade cruzada e pode orientar a escolha da imunoterapia específica?

Gabarito: B

Reações a picadas de himenópteros podem ser bem intensas, indo de urticária e angioedema até anafilaxia. Quando a história sugere veneno de inseto, a investigação com IgE específica ajuda a diferenciar qual veneno está envolvido e, principalmente, a escolher a imunoterapia mais adequada. Neste caso, a criança tem IgE positiva para abelha e vespa, mas negativa para formiga. Isso chama atenção para reatividade cruzada entre venenos de himenópteros, e o principal antígeno associado a esse fenômeno, entre as alternativas, é a hialuronidase. Ela aparece em diferentes venenos e pode “confundir” os testes sorológicos, fazendo parecer que há sensibilização para mais de um inseto. Por isso, quando o paciente reage a abelha e vespa, mas não a formiga, a interpretação mais provável é de um componente compartilhado entre esses venenos, com impacto direto na escolha da imunoterapia específica. Na prática, o alergista cruza história clínica, testes cutâneos e IgE específica, porque o exame isolado nem sempre conta a história toda. Resumo da prova: a banca quer que você reconheça que o problema não é um antígeno exclusivo de um inseto, e sim um componente com reatividade cruzada entre venenos. Entre as opções, a hialuronidase é o clássico associado a essa situação.

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