São critérios de inclusão para o tratamento com Eculizumabe em pacientes com diagnóstico de Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), EXCETO:
- A)Trombose relacionada à HPN.
Certa: trombose associada à HPN é uma indicação clássica de eculizumabe, pois o medicamento reduz o risco trombótico ligado à hemólise e ativação do complemento.
- B)Síndrome de falência medular grave ativa.
Errada: síndrome de falência medular grave ativa não é critério para eculizumabe, porque ele não trata aplasia ou falência da medula, e sim a hemólise da HPN.
- C)Insuficiência renal associada à hemólise.
Certa: insuficiência renal associada à hemólise pode justificar o uso, já que a hemólise crônica da HPN pode comprometer a função renal.
- D)Gravidez.
Certa: a gravidez é uma situação em que o tratamento pode ser considerado, sobretudo pelo alto risco trombótico e pela gravidade potencial da HPN na gestante.
- E)Hipertensão pulmonar associada à hemólise.
Certa: hipertensão pulmonar associada à hemólise é uma repercussão possível da HPN e pode entrar entre os critérios de inclusão.
Gabarito: B
A hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) é uma doença clonal da célula-tronco hematopoética que leva a hemólise intravascular, risco de trombose e, em alguns casos, prejuízo renal e cardiopulmonar. O eculizumabe, um anticorpo monoclonal anti-C5, bloqueia a ativação do complemento e reduz a destruição das hemácias, além de diminuir complicações trombóticas e melhorar sintomas e qualidade de vida. Por isso, ele costuma ser indicado quando há repercussão clínica importante da hemólise, especialmente trombose, insuficiência renal, hipertensão pulmonar e situações especiais como a gestação. Já a falência medular grave ativa não é critério de inclusão para eculizumabe, porque esse remédio trata a hemólise mediada pelo complemento, e não corrige a insuficiência medular em si. Em outras palavras: ele atua no problema da destruição das hemácias, não no da fábrica da medula quebrada.