Paciente 2 meses, sexo masculino, com quadro clínico de febre há 2 dias, irritabilidade e diminuição das mamadas. Nega outras queixas. Médica plantonista procedeu com exame físico e exames laboratoriais. Diagnosticada infecção do trato urinário através do exame de urina. Qual a melhor alternativa para esse paciente?
- A)Iniciar antibioticoterapia oral e encaminhar para o ambulatório de pediatria.
Errada, porque um lactente de 2 meses com ITU febril deve ser internado para antibiótico e observação, não manejado apenas com antibiótico oral e ambulatório.
- B)Realizar internação hospitalar, iniciar antibiótico empírico, coletar urocultura e realizar ultrassom de rins e vias urinárias. Na alta hospitalar, avaliar o uso do antibiótico profilático e encaminhar ao pediatra para prosseguir acompanhamento e se necessário investigação.
Certa, pois em menor de 3 meses a conduta é internação, antibiótico empírico após urocultura e ultrassom de rins e vias urinárias para investigação inicial.
- C)Realizar internação hospitalar, iniciar antibiótico empírico, coletar urocultura e realizar ultrassom de rins e vias urinárias e uretrocistografia miccional imediatamente.
Errada, porque a uretrocistografia miccional não é exame de rotina imediato em todos os casos, sendo reservada para indicações específicas depois da avaliação inicial.
- D)Solicitar urocultura e tratar conforme resultado de exames.
Errada, porque não se deve aguardar o resultado para tratar um lactente febril com ITU, já que o risco de complicações é alto e o antibiótico deve ser iniciado precocemente.
Gabarito: B
Em lactentes, principalmente abaixo de 3 meses, infecção do trato urinário com febre deve ser tratada como situação de maior risco. Nessa faixa etária, a chance de infecção bacteriana invasiva e de complicações sobe bastante, então não é caso de "esperar em casa" com antibiótico oral e retorno depois. O raciocínio é: internar, iniciar antibiótico empírico logo após a coleta de urocultura e acompanhar de perto a evolução clínica. Além disso, o ultrassom de rins e vias urinárias faz parte da investigação inicial, porque ajuda a pesquisar malformações e fatores predisponentes, algo especialmente importante na ITU do lactente pequeno. Já a uretrocistografia miccional não costuma ser feita de rotina imediatamente em todo mundo; em geral, ela fica reservada para situações selecionadas, como ultrassom alterado, ITU febril recorrente ou suspeita clínica de refluxo vesicoureteral. Por isso, a alternativa B é a melhor: internar, colher urocultura, começar antibiótico empírico e pedir ultrassom de rins e vias urinárias. Depois da fase aguda, o pediatra define seguimento e se há necessidade de profilaxia antibiótica ou investigação complementar. Em provas, a lógica é sempre pensar no bebê pequeno com febre como paciente que não pode ser subestimado.