Durante as manobras de reanimação neonatal, a administração de adrenalina pode ser necessária. Segundo o programa de reanimação neonatal, a diluição e a dose a ser administrada por via IV, respectivamente, são:
- A)1/2.000 na dose 0,3 a 0,5 ml/kg.
Errada, porque 1:2.000 é concentração muito mais alta e a dose proposta não corresponde à via intravenosa da reanimação neonatal.
- B)1/5.000 na dose 0,05-0,1 ml/kg.
Errada, porque 1:5.000 não é a diluição indicada para IV no programa de reanimação neonatal, embora a dose em mL/kg possa confundir.
- C)1/10.000 na dose 0,1-0,3 ml/kg.
Certa, pois a adrenalina IV na reanimação neonatal é usada na diluição 1:10.000, na dose de 0,1 a 0,3 mL/kg.
- D)1/1.000 na dose 0,1-0,5 ml/kg.
Errada, porque 1:1.000 é uma apresentação mais concentrada e não é a formulação IV recomendada para o recém-nascido.
Gabarito: C
Na reanimação neonatal, a adrenalina entra em cena quando, mesmo após ventilação efetiva e compressões, a frequência cardíaca continua muito baixa. O ponto central é não decorar só a dose, mas lembrar da apresentação correta, porque aqui concentração errada vira erro de prova e de prática. Em neonatologia, a via intravenosa é a preferida quando disponível, pois age mais rápido e de forma mais confiável do que a via traqueal. O programa de reanimação neonatal orienta adrenalina IV na solução 1:10.000, que corresponde a 0,1 mg/mL. A dose indicada é de 0,1 a 0,3 mL/kg, o que equivale a 0,01 a 0,03 mg/kg. Essa é a associação que a banca gosta: concentração certa + volume certo por quilo. Por isso, o gabarito C está correto. Ele junta exatamente a diluição 1/10.000 com a dose IV de 0,1 a 0,3 mL/kg. Em provas, vale lembrar que outras diluições mais concentradas podem aparecer como pegadinha, mas não são a apresentação usada para administração intravenosa na reanimação neonatal. Em resumo, pense assim: no recém-nascido, adrenalina IV é 1:10.000, dose baixa e medida em mL/kg. É aquele detalhe que salva ponto, porque a banca adora trocar a concentração e ver quem escorrega.